Internacional

Brasil é líder em política de proteção aos refugiados, diz Nações Unidas

Folhapress
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Nova York - Em um cenário global com 11,4 milhões de refugiados, segundo o mais recente relatório da ONU, o mundo lembrou ontem o Dia Mundial do Refugiado. Embora abrigue poucas dessas pessoas - o equivalente a apenas 0,03% do total - o Brasil é considerado líder na América Latina na política de proteção aos refugiados, de acordo com o representante do Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) no país, Javier López-Cifuentes.

Em entrevista dada quinta-feira, Cifuentes disse que a política brasileira, em geral, é a de “abrir as portas aos refugiados”. “Em termos de proteção aos refugiados, o Brasil pode ser considerado um líder, que abriu as portas (para políticas similares) de outros países latinos do continente americano, como a Argentina e o Chile”, afirma o representante da ONU.

Refugiadas fugiram do conflito da região de Darfur, no Sudão, e foram para o Chade Atualmente, o Brasil abriga aproximadamente 3.800 refugiados de 70 nacionalidades diferentes. Deste total, 80% são africanos. “A maioria deles é de angolanos que chegaram aqui e moram no Rio de Janeiro”, diz Cifuentes.

Ele explica que a liderança do Brasil foi ratificada em uma reunião ocorrida em 2004, no México, para comemorar os 20 anos da Declaração de Cartagena (que ampliou as razões para o reconhecimento da condição de refugiado). “Nesta reunião, vários países latino-americanos concordaram em alguns pontos, e um deles era sobre o reassentamento solidário. Foi o Brasil que liderou esse processo”.

Segundo o representante do Acnur, um problema comum enfrentado pelos refugiados é que eles chegam aos países para pedir refúgio da mesma maneira que imigrantes.

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