Política

Daesp vai à Anac pelo aeroporto

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A classificação do Aeroporto Moussa Tobias, na divisa de Bauru com Arealva, como de demanda regional não interfere nos planos de homologação para operar como terminal de cargas. A avaliação é do superintendente do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), Sérgio Camargo, que, em entrevista, também considerou viável a proposta de concessão das operações de carga pela iniciativa privada.

A proposta de concessão do futuro terminal de cargas foi defendida junto à Secretaria Estadual dos Transportes, há duas semanas, pelo prefeito Tuga Angerami e o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), com apoio do subsecretário da Casa Civil paulista, Rubens Cury. Um grupo privado do setor de logística também foi ao secretário de Transportes, Mauro Arce, confirmar o interesse em investir cerca de R$ 50 milhões no aeroporto local para operar o sistema de cargas.

Conforme Sérgio Camargo, a classificação do aeroporto local como de demanda regional, inserida nesta semana no Plano Aeroviário aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), não interfere nos planos locais. “O plano aponta diretrizes de investimentos em cada aeroporto e a definição de demanda regional para o Aeroporto Moussa Tobias leva em conta a situação real de operação em período anterior. Essa classificação não tem relação com o processo de homologação para terminal de cargas, cujo procedimento ocorre em outro processo”, definiu Camargo.

A busca pela homologação depende do aval da Anac. “Na próxima semana, estarei junto com o secretário estadual, Mauro Arce, em Brasília para agenda específica com o comando da Anac e um dos principais assuntos é a homologação do aeroporto de Bauru como terminal de cargas. As manifestações dos órgãos federais favoráveis à operação já foram realizadas e vamos cuidar da agilização desse processo”, citou.

A superintendência lembra que a abertura de concessão para operar como terminal de cargas depende da homologação. “Uma ação está interligada à outra, por isso vamos cuidar desse passo na Anac. Acho bastante viável o processo de concessão porque há interesse do setor privado, há interesse local, apoio regional e interesse estadual no processo, inclusive com apoio da Fiesp, o que amplia as oportunidades de andamento”, comentou.

Na visão do superintendente, o aeroporto local agrega condições de ser utilizado como demanda de cargas. ”O equipamento em Bauru tem boa estrutura e as adequações podem ser implementadas. O importante é que o aeroporto está em uma região central do Estado, coberto por boa infra-estrutura de rodovias. Falta adequação modal na ferrovia para completar o quadro de opções, mas as condições são favoráveis”, finalizou.

Em relação às instalações atuais, a operação com cargas exige modificações, como o aumento da capacidade da pista (PCM) das atuais 42 toneladas para 70 toneladas, armazém, taxiamento de aeronaves e extensão do piso de pousos e decolagens dos atuas 2.100 para 2.700 metros em uma etapa inicial.

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