Ribeirão Preto - O ribeirão-pretano casa cada vez mais. Mas tem menos filhos. Em todo o ano passado, a cidade teve, em média, 10,46 casamentos diariamente, 1,1 a mais por dia do que no ano anterior. Foram 3.818 matrimônios, contra 3.419.
Desde 2004, quando a cidade teve 2.890 casamentos, o número não pára de crescer. Foram 3.324 no ano seguinte, até chegar ao número atual.
Só nos quatro primeiros meses deste ano, foram 954, apontam estatísticas do Instituto de Pesquisas Sociais da ACI-RP (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto). A cidade já teve 24.871 uniões oficiais a partir do ano 2000 - o número supera a população de 57 cidades da região de Ribeirão Preto, segundo dados do IBGE.
“As pessoas nunca deixaram de se casar, porque o amor nunca deixou de existir. O que muda às vezes é o jeito de se casar, mas não a expectativa em relação ao amor, que é ficar junto à pessoa que se ama’’, afirmou Marilene Krom, docente aposentada da Unesp, doutora em psicologia clínica e autora de quatro livros.
Por outro lado, o total do número de nascimentos está tendo queda a cada ano. Dos 8.344 nascimentos de 2004 -média de 22,86 por dia, ou quase um por hora -, o total caiu para 8.234 em 2005, 8.016 no ano seguinte e 7.786, no ano passado. “Esse fenômeno é mundial, nos países desenvolvidos, porque temos mais consciência hoje. Antes, não havia controle da natalidade, mas todo o avanço da medicina higienista e do conhecimento fizeram o mundo entrar em numa nova etapa. Temos consciência do quanto custa um filho, não só monetariamente, mas afetivamente.’’