Deve ser terrível, catastrófico, descobrir o que a nossa leitora descobriu: depois de 15 anos de casada, não é que ela teve prova de que seu marido é gay? E aí, como agir numa situação complicadíssima como essa? Mandar o casamento para o espaço, contar para os filhos, preservar o pai? E o que dizer para os amigos? Há mulheres que não se conformam com esse tipo de traição e são as primeiras a esparramar a notícia, certamente para se vingar. Esse e outros casos (bem menos graves) estão na nossa coluna de hoje. Confira.
“Eu quero um conselho porque acho que meu irmão trai a mulher dele, e ela é a minha melhor amiga. Estou com medo de falar para ela, pois acho que ela sabe, mas não quer fazer nada e eu temo que fique com raiva de mim.” (KK)
JoãoBidu - Olha só, KK, eu acho melhor você ficar no sapatinho, se fingir de morta, pois de repente você vai contar e a sua cunhada pode não acreditar ou fazer de conta que não acreditou e a chapa acaba esquentando para o seu lado. Agora, se amanhã ou depois ela lhe perguntar, aí você pode dizer que não tem certeza, mas que também desconfia de alguma coisa. Mas nada de ir com muita sede ao pote. Primeiro porque é possível que mesmo sendo traída, ela é feliz. Segundo, pelo motivo que expus: o risco é grande de ainda sobrar pra você nessa história, valeu?
“JoãoBidu, estou sofrendo! Depois de 15 anos de casamento descobri que o meu marido é gay! Ajude-me, estou desesperada. Sei que posso confiar nos seus conselhos.” (Helen)
JoãoBidu - Imagino o seu desespero, Helen. Se fosse com outra mulher já seria brabo pra chuchu, imagina com outro homem? Aí complicou de vez. Não sei o que você pensa a respeito de futuro, mas é importante saber que essa bissexualidade dele vai permanecer, ou seja, ainda que prometa, jure por todos os santos que vai parar, na primeira oportunidade, pimba! Lá estará ele se relacionando com outro homem. Embora você não mencione, creio que tenham filhos e aí é preciso agir com habilidade e discrição, pois apesar de ser um marido que deu essa tremenda pisada na bola, como pai ele pode ser 10. Ainda que esteja decepcionada, abismada, estupefata e extremamente magoada, convém ter tranqüilidade para não desmoralizá-lo perante os filhos. Quanto ao casamento, você é soberana para decidir, valeu?
“Querido João Bidu, gostaria de tirar algumas dúvidas com você sobre a pílula do dia seguinte. Quero saber dos riscos, pois tenho muito medo de ser prejudicada. Gostaria de ter filhos mais tarde e o meu medo é que essa pílula possa me prejudicar. Adoro você. Beijos.” (Mariane)
JoãoBidu - Beijos pra você também, Mariane. Veja: é evidente que deve consultar um(a) ginecologista para ter informações corretas a respeito da pílula. O que se sabe é que ela tem uma carga de hormônios muito forte e quem vira-e-mexe apela para ela pode sofrer vários efeitos colaterais. O ideal é evitá-la, mesclando tabelinha, anticoncepcional, ele com camisinha, etc. Se por acaso der uma zebra, aí sim usar a pílula do dia seguinte, que deve ser tomada até 72 após a relação sexual, valeu?
“Ola, João. Tenho um namorado que tem 18 anos. A gente nunca transou, pois sou virgem e ele respeita muito isso. Só que agora eu quero ter relação com ele, mas tenho medo que doa. Algumas amigas minhas me falaram que com elas doeu bastante. O que faço para não doer muito?” (Cristine)
JoãoBidu - Huuummm, quer dizer que suas amigas disseram que com elas doeu? Bem, Cristine, a primeira relação sexual geralmente causa desconforto e uma dorzinha, ou dorzona em alguns casos. Alguns aspectos influenciam muito: se a menina está excitada ou não. Se estiver, bingo! A chance de tudo transcorrer sem dor é grande. A resistência do seu hímen também conta. Existem alguns tão frágeis, que no primeiro toque já se rompem. Outros são mais resistentes e, forçando, claro que vem a dor. O seu namorado precisa ter muito carinho, paciência e habilidade. E, fundamental - precisa usar camisinha. Com ela, pelo menos dois grilos desaparecem: risco de engravidar ou de contrair doença sexualmente transmissível. E, assim, as coisas ficam mais fáceis, valeu?