Bairros

Comerciantes é que assumem o comando de festas tradicionais

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 3 min

Festas de entidades, clubes sociais e de alguns estabelecimentos de ensino ganharam dimensões não esperadas. O melhor jeito encontrado para atender o público foi terceirizar o que é oferecido para comer e beber nesses locais.

Tudo é vendido e a presença de entidades beneficentes nessas festas também é bastante grande. Na festa do Serviço Social do Comércio (Sesc), realizada em homenagem a Santo Antônio, a maior parte das barracas onde se comercializava doces, bolos e pratos típicos da cozinha caipira tinha em seu comando comerciantes.

Márcia Bessa Pereira Leite, que trabalha na Pousada Tibiriçá, estava presente na festa com pratos como cuscuz, diversos tipos de bolo, bolinho de arroz, bolinho caipira e pão caseiro, além do quentão, vinho e chocolate quente. “São seis anos que a gente participa dessa festa especial do Sesc”, conta Leite.

As irmãs Geralda de Paula e Maria de Lurdes de Paula prepararam diversos doces caseiros durante toda os cinco dias de festa no Sesc. A goiabada, uma das mais procuradas pelos visitantes, foi preparada ao vivo para todos assistirem. “A gente faz isso há muito tempo, todo tipo doce”, conta Geralda uma das irmãs. Fazendo doces em diversas festas elas contam que cuidaram de irmãos e sobrinhos as vida inteira.

Valdemir Siqueira levou para a festa do Sesc pelo sexto ano consecutivo seus produtos derivados de milho. Polenta, cural, canjica, pamonha e bolos. “A gente faz várias festas particulares, festas de empresas e na região “ conta Siqueira.

Na festa realizada pelo Sesc também foi possível encontrar pratos como a carne suína guardada na banha - um sucesso de venda entre os visitantes – e a rabada, servida no local.

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Casa cheia

É festa popular. As comemorações juninas são as preferidas das pessoas e mesmo agora, quando quase tudo é cobrado, crianças, jovens e pessoas de todas as idades lotam os “arraás” montados para a realização das festa juninas. Famílias inteiras freqüentam uma, duas, três ou até mais festas realizadas nessa época do ano.

Maria Izabel Campaneli esteve com o marido e as filhas na festa realizada pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) e achou tudo muito bonito. “Eles estão mantendo a tradição da música raiz, a quadrilha, o catira tudo está sendo preservado”, acredita Campaneli. “A gente cresceu acompanhando os pais nessas festas e procura passar essa tradição os nossos filhos”, completa.

Viviane de Assis reuniu um grupo de amigas da faculdade para participar da festa também. “Desde que a gente veio morar em Bauru nos reunimos para freqüentar essas festas, onde a gente dança muito e se diverte”, conta Melissa Ramos, uma das amigas.

A festa de São Antônio, realizada pela Comunidade da Bela Vista, recebeu nas noites de festas milhares de pessoas e no dia 13, dia do Santo, mais de 20 mil pessoas passaram pela comunidade. Neuza de Fátima Filipe conta que cresceu participando da festa do bairro. “Já freqüentei dezenas de festas, agora trago meus filhos, que fazem questão de participar.”

Devota de Santo Antônio, Inês de Lurdes Medina diz que conta nos dedos a chegada da festa. “A festividade é nossa, é do bairro, é da cidade de Bauru”, afirma.

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