Manila - Ao menos 800 pessoas - entre passageiros e tripulantes - continuavam desaparecidas ontem, após o navio MV Princess of Stars ter virado com a passagem do tufão Fengshen, que matou dezenas e deixou um rastro de destruição pelas Filipinas.
O número de mortos pela passagem do tufão ainda é incerto. A agência de notícias Associated Press afirma que ao menos 137 pessoas morreram, segundo o senador Richard Gordon, chefe da Cruz Vermelha do país. Anteriormente ele havia relatado 155 mortes, mas explicou que alguns corpos foram contados duas vezes.
Sabe-se apenas que quatro pessoas sobreviveram ao acidente com a embarcação. Eles disseram que muitos dos passageiros não conseguiram sair do navio a tempo. Botes salva-vidas lotados também afundaram nas águas agitadas pela tempestade.
Uma embarcação da guarda costeira que percorria as águas em torno da embarcação de 23 toneladas tentava confirmar informações de que alguns passageiros conseguiram alcançar uma ilha próxima.
Após a tempestade ter frustrado tentativas anteriores de alcançar o navio, uma embarcação de resgate enfrentou fortes ondas e ventos para se aproximar hoje, mais de 24 horas após o último contato por rádio. Não havia sinal de sobreviventes.
Os mergulhadores que conseguiram chegar ao navio não obtiveram resposta ao bater no casco com instrumentos de metal e tiveram de desistir por causa das fortes ondas. Tamayo afirmou que espera que os mergulhadores consigam vasculhar o navio hoje.
Ele disse que não havia sinais de vazamento de combustível, mas acrescentou que uma equipe especializada em vazamentos de óleo deve chegar ao local com uma das embarcações da guarda costeira antes da madrugada.
Outra trajetória
Com ventos de 120 km/hora e rajadas de até 195 km/hora, o tufão mudou de trajetória de madrugada e se aproximou de Manila, onde arrancou árvores e causou cortes de energia elétrica em várias áreas da região metropolitana.
O Fengshen, tufão de maior intensidade da temporada e cujo nome local é Frank, também obrigou que 200 mil pessoas fossem retiradas da região de Bicol, apesar de muitas delas terem retornado a suas casas poucas horas após o tufão mudar de direção.
Na vizinha Capiz, mais de duas mil casas foram destruídas na capital da província, onde as autoridades lutam para estabelecer contato com comunidades mais distantes.