Regional

Evento atrai turistas do Estado e País

Da Redação
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Garça - Milhares de pessoas da região de Bauru e de outras partes do Estado de São Paulo e do País prestigiam a interação das culturas brasileira e japonesa, mistura temperada pelo ambiente tropical do Brasil. Instrumentistas do taikô Hibiki Wadaiko, de Marília, o grupo Ishindaiko, de Londrina; tricampeão brasileiro de taikô, o taikô Mugenkio de Bauru; e o Suzume Odori da Associação Cultural e Assistencial da Liberdade, de São Paulo são atrações típicas que se misturam a outras expressões para atrair viistantes a Garça. A Festa da Cerejeira ao mesmo tempo que destaca a musicalidade japonesa expressa nos tambores ressalta o rock do músico e cantor Kiko Zambianchi, ícone do rock brasileiro surgido nos anos 80, época em que o poeta, cantor e compositor Arnaldo Antunes, outro convidado da festa, estourava com o grupo Titãs. A festa em Garça integra o calendário oficial de eventos do Estado de São Paulo.

A organização da edição deste ano aguarda público próximo a 150 mil visitantes nos quatro dias de evento, especialmente porque a demanda de visitantes transcende a colônia japonesa.

Uma pesquisa feita pela comissão organizadora e por uma instituição de ensino de Garça constatou que mais de 67% dos visitantes retornam em outras edições da festa, demonstrando uma fidelidade ao evento e também uma concordância com as atrações e divulgações existentes.

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Jardim para meditar

Garça - A implantação do Jardim Oriental é mais um atrativo para o Lago Artificial “J. K. Williams”. Projetado para ser entregue na Festa da Cerejeira, o projeto paisagístico do lugar representa a estrutura e os significados de um tradicional jardim japonês. O lago e as carpas representam a água e a vida, com esse peixe simbolizando a fertilidade e a prosperidade. A queda d’água, por sua vez, além da oxigenação, traz a representação de continuidade da vida.

As lanternas são elementos que induzem à concentração, auxiliando a uma abertura mental. O centro do jardim conta com as pedras das cascatas, que são colocadas em posição vertical para representar a figura paterna e horizontal representando a figura materna. Delas brotam a água, com as demais pedras significando os descendentes.

Por fim, os bambus e os adornos são amarrados de uma maneira que permite que o crescimento seja direcionado para que a planta se curve para o lago, como um sinal de reverência, ao passo que os sinos de vento trazem o som da natureza e da felicidade.

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Terra do Sol Nascente

Garça - Tudo começou em 18 de junho de 1908, quando chegou ao Brasil o navio Kasato Maru, em Santos. Em uma viagem de 52 dias com 781 imigrantes que partiram do Porto de Kobe, vieram nessa embarcação pessoas vinculadas ao acordo imigratório estabelecido entre Brasil e Japão, além de 12 passageiros independentes.

No Brasil, puderam perceber a mudança brusca de cultura e clima, completamente adversos. Um dos símbolos mais significativos da cultura japonesa é a sakura, a cerejeira. Árvore com flores de uma beleza rara, a cerejeira é cultuada em solo japonês como um símbolo de paz e de integração entre as famílias. É entre as sakuras, durante as floridas primaveras, que as famílias japonesas fazem seus piqueniques, suas reuniões e contemplam a beleza da natureza.

Árvore típica do característico clima temperado predominante no Japão, ao longo de muito tempo não fazia parte da paisagem brasileira. No entanto, muitos japoneses radicados no País, saudosos da beleza daquela flor, passaram a cultivá-la em solo brasileiro.

E foi em Garça, de clima quente, que o plantio dessa árvore símbolo do Japão veio a apresentar um desenvolvimento singular.

No final da década de 70, Nelson Koske Ichisato, japonês nascido em Oshima, na região de Yamaguti-ken, um apreciador das sakuras, trouxe as primeiras mudas para a cidade de Garça. A plantação dessas mudas foi efetuada em um bosque denominado Hisayo Uchida Ichisato, nas proximidades de uma área de Mata Atlântica e do Lago Artificial do município.

Apesar das diferenças climáticas e de solo, as cerejeiras de Garça começavam a apresentar suas floradas, no período do inverno. Com a consolidação do Bosque da Cerejeira de Garça, a comunidade local planejou a execução de um evento para marcar a florada da beleza rara dessa árvore. E, assim, no ano de 1984, nasceu a Festa da Cerejeira de Garça.

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