Regional

Acusação de falsificação de documento público contra Mário Ielo é aceita pelo TJ

Dayran Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - O prefeito de Botucatu, Antônio Mário de Paula Ferreira Ielo (PT), prestará depoimento no Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo para esclarecer a suspeita de que teria permitido que a ex-secretária Daniele Cristina Deléo falsificasse a assinatura dele em documentos protocolados na Câmara de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), em 2004.

O TJ acatou em abril deste ano a denúncia que, além de Ielo e Deleo, envolve outros assessores do prefeito na época do fato. O depoimento de Ielo ainda não foi agendado pelo relator do processo, o desembargador Aloísio de Toledo César.

Em nota assinada pela Secretaria de Comunicação, a Secretaria de Negócios Jurídicos da Prefeitura de Botucatu informa que os advogados que representam o prefeito no processo foram devidamente informados, através do Diário Oficial do Estado de São Paulo, de que a denúncia do Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo foi recebida pelo TJ. No entanto, a Secretaria de Negócios Jurídicos ressalta que o Tribunal recebeu a denúncia do MP, que foi “embasada na acusação feita pela ex-secretária”. Ressalta, ainda, que Deléo também figura como ré no processo, “tendo em vista que confessou ter falsificado documento”.

Ontem, o JC entrou em contato com a ex-secretária do prefeito por telefone, porém, ela preferiu não comentar o assunto.

A Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Botucatu informa que Ielo se mostra tranqüilo com relação ao assunto, agirá de acordo com os procedimentos legais e prestará esclarecimentos.

Além do relator Aloísio de Toledo César, os desembargadores Ribeiro dos Santos e Pedro Gagliardi (primeiro e segundo juízes, respectivamente) também avaliarão a versão das partes envolvidas.

Quando questionada se há previsão de conclusão do processo, a assessoria de comunicação do TJ declarou que não é possível prever o prazo de encerramento dos autos, pois dependeria da apuração dos fatos e dos envolvidos entrarem, ou não, com recursos.

Na Câmara

De acordo com a matéria publicada pelo JC em 22 de novembro de 2004, após ser afastada do cargo de secretária, Daniele Cristina Deléo teria revelado que falsificou a assinatura do prefeito no documento em que ele se defendia de uma investigação sobre a biblioteca da cidade. Deléo alegou que teria sofrido pressão do então chefe de Gabinete e de Roseli Antunes da Silva, na época noiva de Mário de Paula Ferreira Ielo e atual esposa do prefeito, para assinar o documento. Segundo informações colhidas em 2004, a ex-secretária afirmava que Ielo estava viajando na ocasião.

Durante a investigação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) instituída pela Câmara de Botucatu em 2004, os vereadores que faziam parte da comissão teriam considerado que houve falso testemunho da secretária jurídica da prefeitura, Karina Jorge dos Santos Puppato, do chefe de Gabinete, Tristan Dierckx, do secretário da Guarda Municipal, Ricardo Rodrigues dos Santos, e de Roseli.

Comentários

Comentários