Tribuna do Leitor

O Paiva continua vivo


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Sebastião Paiva, Roberto Previdello (em memória), Anita Camillo, pessoas que ainda merecem ser respeitadas. As pessoas me perguntam se o sr. Paiva está vivo, se a d. Anita ainda atende as pessoas e famílias pobres na porta com alimentos, pratos de comida, dinheiro para passagens, hospedagem. O que está acontecendo com a instituição? Por que estão vendendo tudo que vocês construíram?

Sr. Paiva e d. Anita estão bem vivos, para provar que a instituição foi fundada nos anos quarenta, com bastante trabalho, honestidade, confiança, enfrentando muitas dificuldades, respeito, amor ao próximo, apoio às famílias carentes, e cumprindo o verdadeiro papel de filantropia nesta cidade.

A instituição fez muito pela cidade por mais de cinqüenta anos, e o seu grande desenvolvimento se deu quando administrada por pessoas da casa. Gerou vários empregos, ex-internos formados e com famílias, ajudou, acolheu todos que chegavam na porta, conseguiu estabilizar muitas famílias da cidade e as que vinham de outras cidades e Estados.

Os primeiros filhos da casa, como eu, fizemos parte destes alicerces, somos responsáveis por todos esses desenvolvimentos e patrimônios que procuramos deixar para as outras pessoas e famílias mais necessitadas, patrimônios esses como: Casa da Criança, Val de Palmas, Fazenda Miracema, Fazenda Leopoldina, várias casas, que aos poucos estão desaparecendo e deixando de ser história desta cidade.

Somos contra as internações, que podem ser evitadas com apoio social, psicológico e estrutural às famílias necessitadas. O governo não tem estrutura e não dá conta da demanda, a instituição teve boa presença. Entre as palavras do Paiva, “amor ao próximo”, “bens materiais ficam na terra”, por que não aplicá-las? Um chefe de família não deve ser empurrado para um quartinho dos fundos por interesse financeiro.

Pascoal Gonçalves da Silva - RG 8.131.062

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