Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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FLU AGORA CORRE ATRÁS DO PREJUÍZO

A derrota para a LDU, quarta-feira, em Quito, deixou o Fluminense mais longe da maior conquista de sua história, mas nada está perdido. Porém, no segundo jogo da decisão, o time comandado por Renato Gaúcho precisa vencer por uma diferença de três gols para festejar o inédito título de campeão da Taça Libertadores. Acho isso possível. Difícil, mas nada fora do comum. Caso vença por dois gols de vantagem, será realizada uma prorrogação; se não sair um vencedor no tempo extra, haverá pênaltis. Diferente das fases anteriores, gols marcados fora de casa têm o mesmo peso. Se a altitude prejudicou o Fluminense, a LDU vai ver o que é bom para tosse, jogando no nível do mar. No jogo de quarta-feira passada, teve gol-relâmpago para os equatorianos. Os brasileiros não se abateram e empataram. Mas, quando o Fluminense cadenciava e não era ameaçado, a LDU desempatou. Esse segundo gol abateu o Tricolor das Laranjeiras, que, apático, merecia um placar mais dilatado ainda do que o de 4 a 1 no primeiro tempo. Mudei de canal e não acompanhei bem o segundo tempo, quando o Fluminense deve ter melhorado. Pelo menos, conseguiu diminuir o prejuízo. Quarta-feira que vem, no Maracanã lotado e com o apoio de sua torcida, o Flu pode liqüidar a fatura no tempo normal.

HISTÓRIA

Seja qual for o vencedor da decisão do próximo dia 2, Fluminense e LDU farão história. O Maracanã jamais recebeu a partida que teve a volta olímpica do campeão da Libertadores. Em 1963, o Santos abriu por lá o caminho do título contra o Boca Juniors (3 a 2), mas pegou as faixas em Buenos Aires. Em 1981, o Flamengo venceu o chileno Cobreloa (2 a 1) no ‘Maraca’ e fechou a campanha em Montevidéu.

NOVO ESCORREGÃO

Parece que está acabando a vida mansa do Corinthians no Campeonato Brasileiro da Série B. Depois de seis vitórias seguidas, o Timão teve seu segundo empate consecutivo, desta vez diante do Bragantino. Apesar do placar de 1 a 1 e de ter jogado mal, o Alvinegro segue absoluto na liderança. Está invicto e tem 20 pontos, quatro a mais que o Avaí, o segundo colocado. Mesmo contra um adversário desfalcado, o Corinthians não conseguiu impor seu futebol. Vi pela TV apenas o segundo tempo do jogo de quarta-feira, em Ribeirão Preto, que teve alguns lances polêmicos. Um deles na expulsão de Moradei, por reclamação. O fraco árbitro Claudinei Silva marcou uma penalidade máxima que para muita gente não existiu. Foi pênalti, porque Da Silva deu uma gravata em Acosta. Resultado justo.

JUSTIÇA

O Ipatinga pode processar o lateral-direito Mariano, que se recusou a jogar contra o Flamengo, domingo passado. Mariano pediu para não ser escalado, porque, se atuasse, chegaria aos seis jogos no Brasileirão, o que o impediria de jogar esse ano por outro clube da Série A. O jogador está errado. Na minha opinião, se o clube mineiro entrar na Justiça do Trabalho, ganha a ação. Segundo uma frase muita usada nos tribunais, “meus direitos começam onde terminam os seus” – ou: “terminam onde começam”, acho que é a mesma coisa.

REFORÇO

André Lima, do alemão Hertha Berlim, é praticamente novo reforço do São Paulo. O atacante foi destaque do Botafogo no ano passado e não deve continuar na Europa no segundo semestre.

ATRAPALHAM

Não bastasse a má campanha no Brasileirão, correndo o risco de rebaixamento, o Goiás recebeu uma multa de R$ 10 mil e a perda de dois mandos de jogos. Os grandes culpados pela punição são alguns dos seus próprios torcedores, que, além de não ajudar, atrapalham. Revoltados com a derrota de 3 a 0 para o Grêmio, dia 14, os fanáticos fãs do Goiás atiraram objetos no gramado. Árbitro nenhum volta atrás para dar ou anular gol, marcar ou não pênalti.

ACESSO

Achando que o Noroeste só se interessa pelo Paulistão, o torcedor Januário Janini pergunta se o clube disputará o Campeonato Brasileiro da Série C para subir de divisão ou apenas fazer boa figura. Para subir. Pode apostar. O caríssimo leitor pede também uma geral sobre o atual elenco. Vamos lá. Foram contratados o goleiro Alexandre Villa, os laterais Wanderson Cafu e Márcio Loyola, os zagueiros Pablo, Matheus e Carlinhos, o meia Éder Richartz e os atacantes Alessandro Cambalhota, Renatinho, Bruno Soares e Leandro Fonseca. Dessa relação, só vi jogar Alessandro Cambalhota e Bruno Soares. São bons jogadores. O zagueiro Gilmak, o meia Piva e o atacante Jessé acabaram deixando o Norusca.

MEMÓRIA

Campeonato Brasileiro de 2004: São Paulo 2 x 1 Palmeiras, no Morumbi. Osmar, de pênalti, abriu o placar para o Alviverde. Cicinho e Nildo fizeram os gols da virada são-paulina. São Paulo: Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Rodrigo; Cicinho, César Sampaio (Alê), Renan, Danilo (Diego Tardelli) e Júnior; Nildo (Souza) e Grafite. Técnico: Émerson Leão. Palmeiras: Sérgio; Baiano, Daniel, Nem e Lúcio; Marcinho, Alceu, Claudecir e Elson (Adãozinho); Pedrinho e Osmar. Técnico: Estevam Soares.

CURIOSIDADE

Em 2004, um terremoto provoca no Oceano Índico as ondas “tsunamis”, que invadem a costa sudeste da Ásia, causando a morte de mais de 100 mil pessoas.

AQUELE ABRAÇO

Alô Samir Curi, amigo de fé e um dos mais destacados dirigentes do BTC: tudo de bom. Aquele abraço Nélson e toda a galera do Espetinhos a Bessa, mais um belo point da avenida Nossa Senhora de Fátima, no Jardim América.

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