O Brasil não percebeu ainda o que os hábeis políticos de nossa pátria já sabem faz anos. Fazer leis é mais barato e eficiente politicamente do que resolver problemas como o da educação “latu sensu”. A educação que falo é aquela que faz perceber um Judiciário falido, sem efetivo, estrutura tecnológica e adequação a seu tempo. A educação que falo é mostrar àqueles que ainda encontram nas greves, por exemplo, um recurso, antes de conquista de direitos, hoje de reinvidicação salarial, instituto este ultrapassado, pois quem deveria fazer greves são as crianças exploradas em todo Brasil e os idosos sem direitos.
Ver professor, médico, funcionário público, enfim, qualquer profissional fazer greve é revoltante, pois se não está satisfeito com o emprego ninguém o proibe de buscar outra opção. No mínimo o instituto da greve está há muito deturpado de seus primórdios, aonde trabalhadores durante a revolução industrial tinham cargas horárias elevadíssimas, sem receber salários, entre outras condições como insalubridade.
Recentemente foi editada lei que altera o Código Brasileiro de Trânsito, deixando a punição a quem dirige sob efeito de álcool mais severa. Isto cria a sensação de quem está no conforto da sua casa lendo a notícia de que o problema está resolvido. Porém, não se esqueça que a polícia não tem efetivo para fiscalizar, prender, investigar, o Judiciário também não tem e não há um sistema prisional humano no Brasil, ou seja, peça ao legislador para testar sua lei verificando se é possível aplicá-la. Aqui em nossa região, basta no domingo fazer blitz na Rodovia Marechal Rondon de Agudos a Bauru, para que todos os distritos da cidade entrem em colapso, pois a quantidade de pessoas que voltam de sítios de final de semana neste dia por esta rodovia é enorme. A incoerência é tanta que você não pode beber, mas pode anunciar a bebida em TV, rádio, revista. Não sou contra as penas severas contra este crime de dirigir embriagdado, mas a forma de resolver os problemas sociais no Brasil é quase primata além de ineficaz.
Quem dera os políticos com alterações educativas nas leis pudessem fazer com que todo preso seja obrigado a trabalhar para pagar sua estada na prisão. A Constituição Federal proibe esta modalidade de trabalho, pois considera que o trabalho desta forma imposta é escravo. Ora, se o cidadão está preso, por que será desumano obrigá-lo a trabalhar? Com certeza bandido não tinha emprego antes de ser preso, sem contar que o maior castigo para os meliantes é acordar as 6:00 e parar as 18:00, cansado, e ir dormir, o que aliás todos nós fazemos.
Enfim, mesmo sendo uma pessoa otimista, penso que os brasileiros estão longe de eleger pessoas que possam resolver problemas como o da educação. Cabe a nós orientar os nossos filhos, para quem sabe mudar nosso país para construir um futuro um pouco mais digno do que o atual.
Rubens Pereira de Mello e Souza