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Caminhoneiro bebe, entra na contramão e mata 4 pessoas

Folhapress
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Brasília -Depois de beber cachaça e cerveja, o motorista de caminhão Márcio Batista Fontenelle, 38, provocou a morte de quatro pessoas, entre elas duas crianças, na noite do último sábado na BR 190 - em uma área próxima a Brasília.

O exame do bafômetro registrou que Fontenelle ingeriu 1,24 mg de álcool.

Pela legislação em vigência, o motorista que registrar índice superior a 0,1 mg por litro de ar expelido (ou 2 dg de álcool por litro de sangue) recebe multa por infração gravíssima, perde o direito de dirigir por um ano e ainda tem o carro apreendido.

Fontenelle contou que se distraiu ao pegar um objeto que estava no chão do caminhão e que, com isso, perdeu a direção.

O veículo avançou na contramão e bateu de frente em um Santana. Apenas o motorista, William Gomes da Silva, 30, sobreviveu. Morreram Ana Paula Soares Pinto, 28, Nilma Soares Pinto, 43, Luiz Henrique Soares da Silva, 2, e Lucas Levi Gomes da Silva, 4. O caminhoneiro não se feriu.

O delegado Bruno Gordilho, da 19ª Delegacia de Polícia, disse que Fontenelle deve ser indiciado por homicídio doloso (quando há intenção).

Ele passou a noite de sábado na delegacia e depois foi enviado para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada.

De acordo com o delegado, o motorista reconheceu que a associação do álcool com a distração provocou o acidente e se disse arrependido.

Até recentemente, o Código Brasileiro de Trânsito isentava de penalidade a dosagem de álcool no sangue de motoristas até o limite máximo de 0,6 g/l. Mas recentemente foi implantada a lei apelidada de tolerância zero.

Em Sorocaba um motorista que estaria embriagado foi autuado em flagrante na tarde de hoje após invadir um posto de combustíveis e atropelar três pessoas. Uma delas morreu. Segundo a Polícia Civil, o empresário Mauro César Mendes Rocha, 32, perdeu o controle de sua camionete F-250 e bateu em dois veículos estacionados em um posto na avenida Independência.

O teste do bafômetro apontou concentração alcoólica de 0,65 mg/litro de ar expelido dos pulmões.

O motorista disse à polícia que perdeu o controle da camionete após ser fechado. Liberado ao pagar fiança de R$ 1.200, ele não teve a habilitação apreendida, o que contraria a legislação.

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