O vereador Antonio Carlos Garmes (PTB), 64 anos, afirmou ontem, na sessão da Câmara Municipal, que deixará a vida pública assim que terminar seu mandato no final do ano. Segundo ele, o discurso no rol dos oradores era a última oportunidade de se manifestar publicamente antes da convenção do partido, marcada para as 19 horas de ontem, quando os petebistas iriam decidir por coligação ou apoio a seu nome como candidato a prefeito.
Emocionado e sem conseguir viabilizar sua candidatura a prefeito, disse que desistiu por não encontrar respaldo na legenda. “Não serei um empecilho a uma coligação”, comentou. “O partido é maior que um componente apenas e aceito a decisão do PTB. Com respeito aos outros candidatos, acho que eu teria condições de administrar Bauru com eficiência”.
A tentativa de reeleger-se ao seu quarto mandato no Legislativo local também está fora dos planos de Garmes. “Já colaborei com a cidade e sei que fiz muitas coisas para o benefício de Bauru”, relatou. “Também não estou disposto a ter mais cargas emocionais do que tive neste ano”, citou e completou que a família o apoiaria em qualquer decisão que tomasse.
O petebista afirmou que não tinha conhecimento de que decisão o partido tomaria na convenção, mas garantiu que não mudaria de opinião, apesar dos apelos de muitos amigos. Garmes comentou que pretende continuar no PTB, não tem mágoas de ninguém e que, se for colaborar na vida pública, será somente nos bastidores.
Perguntado sobre quem vai apoiar, disse apenas que a prioridade é lutar para os candidatos do seu partido. Os vereadores Marcelo Borges (PSDB), João Parreira (PSDB), Paulo Eduardo Martins Neto (DEM), José Clemente Rezende (DEM), Rodrigo Agostinho (PMDB) e Arildo Lima Júnior (PP) solidarizaram-se com Garmes, comentando que o Legislativo perderia muito com sua saída e que revisse seu posicionamento de deixar a vida pública.
O parlamentar foi consultor jurídico da Câmara por cinco anos e meio. No momento exerce sua terceira legislatura como vereador, tendo ocupado a presidência da Casa.