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Casas noturnas estudam alternativas para clientes respeitarem a lei seca

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Donos de casas noturnas e bares de Bauru estudam alternativas para manter a clientela frente às alterações sofridas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que estabeleceram tolerância zero ao consumo de álcool por motoristas. Um dos estabelecimentos da cidade, por exemplo, já firmou convênio com uma frota de táxi.

Segundo seu proprietário, João Cabreira, também está disponível na casa um serviço especial de manobristas. Eles terão a incumbência de dirigir o veículo do cliente até o endereço indicado, sendo que um segundo carro buscará o funcionário. “O valor ainda não está definido. Deve ficar entre R$ 15,00 e R$ 20,00”, explica Cabreira.

No estabelecimento de Pedro Franciscato Pasin também haverá motorista para levar o cliente para casa no final da noite. “O custo ainda está sendo estudado. Nós somos a favor da lei. Chega de mortes por causa do álcool. Nosso trabalho é conscientizar o cliente dentro da casa de que álcool e direção é uma combinação fatal. Não queremos pessoas inocentes pagando pela irresponsabilidade de terceiros, o que só agora se tornou crime”, afirma.

Também aprovou as alterações sofridas pelo CTB o proprietário de casas noturnas Paulo Roberto Penatti. Mas para ele, ainda deve demorar para a população tomar consciência. Quando isso acontecer, as pessoas se juntarão para, num mesmo veículo, dirigirem-se ao bar desejado. “Vê o que tem de carro na rua. Cada um sai num carro para ir ao mesmo lugar”, comenta. Ele defende um rodízio entre amigos para estabelecer o motorista naquela semana.

Influências

Penatti atribuiu a diminuição no consumo do álcool à queda no poder aquisitivo, não às recentes alterações no código. Já segundo Sidney Pavan Fernandes, outro proprietário de casa noturna, as mudanças interferiram diretamente na venda de bebidas na semana passada. “Vamos ter de achar uma alternativa”, admite. Na opinião dele, se os proprietários de casas noturnas, bares e restaurantes de Bauru não fossem tão desunidos, ela poderia ser encontrada em conjunto.

Como não é o caso, avalia se implementará a sugestão de um cliente. Ela prevê a contratação de um motorista, que disponha de um carro grande, para buscá-los e levá-los de volta. Porém, a implementação do serviço dependerá do comportamento da freguesia. Também vai esperar a reação de seu público o proprietário de bar Fernando Mendes. Até porque o serviço implica em custos.

E na opinião de Gisele Cristina Mendes, outra proprietária de casa noturna, o cliente resistirá em incorporar mais gastos. Por essa razão, ela avalia a possibilidade de dispor de mototaxistas, cujo serviço seria oferecido em cortesia. Um levaria o cliente e outro iria buscá-lo. “Por enquanto só estamos analisando, não tem nada de concreto”, conclui.

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Reunião em São Paulo

Membros da Polícia Civil, Ministério Público Estadual, Magistratura, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Polícia Militar e da Polícia Técnico-Científica se reúnem hoje para uniformizar os procedimentos administrativos referentes à lei federal 11.705, que estabelece tolerância zero ao volante.

A reunião, que é uma iniciativa da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública (SSP), será realizada na Capital.

A lei federal número 11.705 prevê multa de R$ 955,00, apreensão do veículo, perda da carteira e até prisão para quem dirigir sob o efeito de álcool em qualquer via pública ou estrada.

Já o decreto 6.488 estabelece quando o condutor incorre em crime, que deve ser comprovado por teste de alcoolemia. Se o exame apontar concentração igual ou superior a seis decigramas de álcool por litro de sangue ou três décimos de miligrama por litro de ar expelido dos pulmões, no caso do teste do bafômetro, a lei prevê a prisão do condutor.

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