São Paulo - A Polícia Militar realizou um bloqueio para impedir que cerca de cem caminhoneiros que estão na marginal Pinheiros, próximos à ponte da Vila Guilherme, acessassem a região central de São Paulo, na tarde de ontem. Alguns integrantes do Sindicato dos Condutores em Transportes Rodoviários de Cargas Próprias de São Paulo chegaram a deitar na pista expressa da Marginal Tietê em protesto, mas foram retirados pela Polícia Militar, segundo os próprios sindicalistas. Eles realizam um manifesto contra as novas medidas de restrição ao tráfego de caminhões impostas pela prefeitura.
Ao menos 200 caminhões participam da manifestação, segundo estimativas da Polícia Militar. Além da marginal Pinheiros, um outro grupo trafega pela avenida dos Bandeirantes para encontrar os demais. A faixa da esquerda da marginal Pinheiros, no sentido Castello Branco, estava interditada. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) recomenda evitar a região.
Segundo o vice-presidente do sindicato, Jorge Aparecido de Melo, o grupo interditou parte das faixas da pista local e expressa. Ele afirma que integrantes do sindicato, inclusive o presidente, Almir Macedo, foram atingidos por golpes de cacetetes de policiais militares. Procurada, a Polícia Militar nega confrontos e informou que a situação está tranqüila.
Protesto
Os caminhoneiros que realizam o protesto ontem à tarde pretendiam circular em vias da ZMRC (Zona Máxima de Restrições a Caminhões), interna ao centro expandido, e ir até centro da cidade, no viaduto do Chá, sede da prefeitura e serem recebidos pelo prefeito Gilberto Kassab, autor da proposta.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Transportes, em duas horas de fiscalização, 16 multas foram aplicadas por desrespeito às novas regras para caminhões na cidade.
As novas medidas entraram em vigor às 5h. Os caminhões de médio e grande portes estão proibidos de circular na área - de 100 km quadrados interna ao centro expandido- das 5h às 21h, de segunda a sexta-feira, e das 10h às 14h aos sábados.