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Garoto decora os países do globo e suas capitais

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Você sabe qual a capital de Tuvalu? Muita gente nem sabe que Tuvalu é um país da Oceania. Mas Lucas Barone, 9 anos, sabe que sua capital é Fongafale. Aliás, ele sabe as capitais de quase todos os países do mundo. O aluno do 4.º ano do ensino fundamental de uma escola particular de Bauru revela que levou, no ano passado, cinco meses para aprender as nações do globo e suas capitais. Agora, ele pretende decorar a extensão territorial e a população de todos eles.

Na noite de ontem, ele recebeu a reportagem do Jornal da Cidade em sua casa, no Jardim Gérson França. Lucas contou que uma noite, quando tinha 4 anos, dormiu na casa de sua avó. “Meu tio fazia faculdade de turismo, e quando ele chegou, começou a me explicar o que era o curso e pegou um atlas para me mostrar. Eu gostei muito. Depois ele me deu um globo e um professor de geografia, um atlas”, lembra.

Então, no ano passado ele começou a memorizar os dados. De acordo com a enciclopédia virtual Wikipedia, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece 192 países independentes no mundo. Com a ajuda de um atlas e um globo, Lucas aprendeu a localização de todos eles. E deu a receita. “Comecei por baixo, na América do Sul, depois subi para a América Central e do Norte. Fui para a Europa e depois desci para a África. Segui para a Ásia e terminei na Oceania”, revela, apontando o caminho pelo globo terrestre.

Ao perceber o interesse do garoto, seus pais começaram a incentivá-lo. “Ele pedia e a gente ficava desafiando, perguntando as capitais”, explica José Eduardo, pai de Lucas. O menino revela que a maior dificuldade foi com os países da Oceania. Alguns da Ásia, como o Turcomenistão, Uzbequistão e Tadjiquistão, também não foram fáceis. Para testar o conhecimento do garoto, a reportagem perguntou as capitais de uma série de países. Ele acertou quase todas sem hesitar. Nas únicas três que não se lembrou, ficou bastante frustrado e, para não ficar para trás, descreveu a localização dos países no mapa.

Sibéria, mãe de Lucas, conta que desde de pequeno o garoto sempre foi bastante curioso e os pais incentivavam essa vontade de aprender. “Ele sempre teve iniciativa e se esforçou muito e eu procuro deixar ele sempre livre para aprender”, conta. “Quando ele era menor, sabia o nome de todos os dinossauros. E ele sempre foi muito questionador, sempre quer saber o porquê das coisas”, observa José Eduardo.

Na escola, os professores e alunos também conhecem a façanha de Lucas. “Algumas vezes, juntava o pessoal de outras séries com livro na mão para me perguntar as capitais”, conta, sem esconder que a situação o deixava tímido. Malba Suyan, coordenadora pedagógica do ensino fundamental do colégio de Lucas, destaca que o garoto sempre foi um aluno bastante aplicado. “Os países ele foi estudando sozinho, porque não é conteúdo do 4.º ano. Ele tem essa facilidade de memorização e o professor de geografia também o desafiava”, conta.

A professora da turma de Lucas, Cibele Zanirato Cabral, também destaca a dedicação do aluno. “Ele é muito estimulado pelos pais desde pequeno, na leitura, pesquisa e tem esse interesse especial pela geografia”, observa. Ela também aponta que Lucas sempre demonstrou muita autonomia e facilidade para matemática. Lucas revelou à reportagem que aprendeu a operação de divisão antes dela ser ensinado na escola. “É um aluno superinteressado e caprichoso”, elogia.

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Sonho

Após decorar todos os países e suas capitais, Lucas Barone revela que gostaria de conhecer a Itália. Nem poderia ser diferente para o garoto que é fanático pelo Palmeiras. Ele também memorizou a escalação de vários times. A repórter, que é corintiana, desafiou o garoto e perguntou os jogadores da equipe alvinegra. Lucas goleou. Elencou os titulares e reservas de todas as posições.

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