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Ministério multa em R$ 120 milhões 24 usinas de cana-de-açúcar no PE

Folhapress
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Brasília - Na tentativa de evitar o aumento da destruição da Mata Atlântica, o Ministério do Meio Ambiente decidiu multar em R$ 120 milhões 24 usinas de cana-de-açúcar em Pernambuco responsáveis por danos ambientais no Estado. Os usineiros também vão responder por ações civis públicas e criminais, além de serem obrigados a recuperar as áreas degradadas - especialmente nas encostas e matas ao redor de rios.

“Os usineiros de Pernambuco são o pior exemplo do País. No Estado, só restou um terço da Mata Atlântica, dentro do pouco que resta por culpa desses criminosos. Quem não entrar na linha, vai ter a mão dura do Ibama, Polícia Federal e Ministério do Meio Ambiente e vai estar fora do jogo”, reagiu o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente).

O ministro disse que, além de degradar o meio ambiente, os usineiros também prejudicam o cultivo da cana utilizada na produção de etanol - o que pode trazer impactos nas exportações do País. “Este mau exemplo pode dar argumento àqueles que querem colocar barreiras à exportação do etanol brasileiro, mas a produção não vai ficar prejudicada. No primeiro momento, essas usinas vão ter que se readequar. Quem quiser se legalizar, terá apoio e crédito do governo federal”, afirmou.

Questionado sobre a divulgação de um estudo na revista norte-americana “PNAS” que aponta o Brasil como “campeão absoluto’’ na devastação ambiental, Minc admitiu que os índices de desmatamento no país ainda são muito elevados. “São dados verdadeiros, não brigados com termômetros. É vergonhoso para o Brasil, queremos que seja uma página virada. Acabou a moleza para o usineiro desmatador, ele vai ter que replantar”, afirmou.

Segundo Minc, a ex-ministra Marina Silva (Meio Ambiente) conseguiu reduzir a destruição ambiental no País no período não analisado pela revista - entre 2005 e 2007.

Crédito agrícola

Minc comemorou a entrada em vigor, ontem, da medida imposta pelo governo federal que restringe o acesso ao crédito agrícola para os produtores que atuarem de forma irregular na Amazônia.

O ministro disse estar disposto a pedir ao Conselho Monetário Nacional (CMN) para ampliar a restrição ao crédito a outros biomas brasileiros, além da Amazônia, como a Mata Atlântica, o Cerrado e a Caatinga.

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