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Administração: arte na universidade; grande ferramenta para as empresas


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Quando se administra organizações, devem-se considerar todos os fatores da produção, desde aqueles que estão diretamente relacionados à natureza até o capital e trabalho, que dão vida ao ciclo produtivo na geração de produtos ou serviços. A arte ou a ciência de administrar focaliza seu interesse sobre esses fatores, visando à otimização e ao alcance de resultados. Realiza-se neste momento a tão falada especialização do trabalho, que segundo o autor Stephen P. Robbins “faz com que uma atividade, em vez de ser realizada inteiramente por uma única pessoa, seja dividida em um certo número de etapas, cada uma das quais será realizada por um indivíduo diferente”. Seguindo este princípio, também os gerentes passam a administrar de maneira especializada. São administrados isoladamente os recursos materiais, financeiros, mercadológicos, humanos e os administrativos que fornecem as ferramentas do planejamento, organização, direção e controle a todos os administradores de uma organização.

No processo de formação dos alunos de Administração, a preocupação essencial tem sido a de passar-lhes a maior quantidade possível de informações, conceitos éticos, morais e de disciplina, visando à preparação adequada desses futuros administradores.

O esforço é grande e necessário. Se de um lado os alunos necessitam de uma sólida formação para enfrentar num futuro próximo, o mercado de trabalho, de outro, há dificuldades a serem transpostas, como a falta de motivação, condições sócio-econômicas desfavoráveis e até afetivas, que os envolvem, diminuindo acentuadamente sua capacidade de aprendizado.

Entretanto, os principais responsáveis por este processo de aprendizado, os professores, não devem se esquecer que seus alunos possuem certas habilidades a ser trabalhadas em beneficio deles próprios. Não só as inatas, mas que haja um grande incentivo para o desenvolvimento de outras, para o constante engrandecimento do homem administrador.

Não basta que possuam habilidades. É necessário que tenham as competências para transformá-las em ações positivas, dando condições para amplas realizações no campo profissional. É importante que eles consigam “realizar” e que tenham um perfil de pessoas “competentes”, capazes de fazer acontecer. Não raro, alunos muito bem formados sentem-se incapacitados para exercer determinadas funções, por falta de iniciativa para determinados empreendimentos. Uma das maneiras de se mostrar as rotinas de trabalho e os processos de fabricação de produtos e serviços praticados pelas empresas, são as visitas técnicas, que proporcionam aos alunos o contato com a realidade profissional das empresas, colocando-os a par dos problemas vivenciados no dia-a-dia nos locais de trabalho.

Como se nota, não é tão simples ensinar a administrar. Entretanto, é possível que professores, alunos e empresas contribuam para que este campo seja mais perceptível e prático, beneficiando a todos os interessados. Isto credencia o futuro profissional a colocar em prática conceitos adquiridos na universidade, buscando as formas mais modernas e adequadas de relacionamento, tendo em mente o alcance do melhor desempenho de sua equipe e da sua empresa.

O autor, Francisco Giglioti, é doutor em Agronomia - Energia na Agricultura -, mestre em gestão empresarial, administrador e professor da Faculdade de Ciências Econômicas de Bauru - ITE - e-mail: fgiglioti@uol.com.br

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