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Laudo diz que PM matou jovem à queima-roupa

Folhapress
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Rio - Laudo da polícia revelou que o tiro que atingiu o estudante Daniel Duque, 18 anos, durante confusão na saída de uma boate em Ipanema (zona sul do Rio), foi feito à queima-roupa pelo policial militar Marcos Parreira, que fazia a segurança do filho de uma promotora de Justiça. Duque morreu após ser baleado pelo PM, na madrugada do último sábado.

Para o secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, o laudo mostra um provável despreparo e excesso por parte do policial. “Da maneira e da proximidade com que foi dado o tiro, acho que foi um despreparo, um excesso (do policial), mas o que vai deixar isso bem claro são os laudos, os procedimentos judiciais que estão sendo feitos.”

De acordo com o diretor de polícia da Capital, Sérgio Caldas, o laudo pericial concluiu que o tiro que atingiu Duque foi “a curtíssima distância”. “O laudo consta que a causa da morte (de Daniel Duque) foi o tiro mesmo, que entrou na altura da axila. O tiro foi a curtíssima distância, porque ele tem elementos de pólvora que mostram isso.”

Duque foi baleado em uma briga na saída da boate Baronneti pelo policial militar Marcos Parreira, que fazia a segurança do filho da promotora Márcia Velasco. A polícia ainda investiga se ele e o filho da promotora, Pedro Velasco, tiveram participação na briga.

Amigos de Pedro Velasco contaram em depoimento prestado à 14.ª Delegacia (Leblon), no sábado, que o policial deu dois tiros para o alto para tentar defendê-los de um grupo de jovens que tentavam agredi-los. O terceiro disparo, que atingiu e matou o estudante Daniel Duque, foi feito acidentalmente por Parreira quando o suposto grupo de agressores tentava tirar a arma do policial.

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