Quando autografávamos o livro “Trilhas Paralelas”, na Livraria Jalovi dos Altos da Cidade, eu, como autor, e Gabriel Ruiz Pelegrina e Walther Mortari como personagens, em determinado momento o emérito escultor confessou-me que era membro honorário da Academia Bauruense de Letras. É mais uma coincidência com o Gabriel, omitida no livro. Gabriel ocupa a cadeira n° 1 da Academia, tendo como patrono Carlos Fernandes de Paiva.
Academia que nasceu de projeto de lei apresentado pelo vereador Wanderley José Francisco e convertido na Lei Municipal nº 2001, de 31 de dezembro de 1976, sendo que, em 19 de dezembro de 1992, foi constituída a comissão, presidida por Celina Lourdes Alves Neves e secretariada por Joaquim Simões, pró-fundação da Academia e depois de outros encontros dos interessados, culminou em 7 de julho de 1993, com a sua fundação, tendo como sede a rua Gerson França, nº . 6-66, e primeira presidenta a professora Celina, cargo hoje ocupado pelo poeta Munir Zalaf.
Além da farta e qualitativa produção literária de seus membros, a Academia lançou neste ano sua 4.ª Antologia Literária, feita com esmero e sabedoria, onde cada imortal escreve um texto, crônica, artigo, poesia, etc, de forma que o nosso mundo literário muito ganha com isso. Fica o registro.
Irineu Azevedo Bastos