Política

Sato encerra vida pública em dezembro

Alcir Zago
| Tempo de leitura: 2 min

O vereador Futaro Sato (PMDB) anunciou ontem que não irá concorrer a uma cadeira na Câmara Municipal de Bauru na eleição deste ano. Ele falou sobre a decisão à imprensa logo que terminaram as sessões extraordinárias para aprovação de projeto de autoria do Executivo.

Dessa forma, o candidato da colônia japonesa será Júlio Kosaka. Os dois vinham tendo uma queda-de-braço para disputar a preferência da ala nipônica por uma vaga no Legislativo. Segundo Sato, o fator que mais pesou na decisão é a necessidade de renovação política.

Com a saída do parlamentar, o Legislativo municipal terá uma mudança automática no número de membros em relação à configuração atual de 1/3 de seu quadro. Outros quatro vereadores estão fora do páreo. José Clemente Rezende (DEM) e Rodrigo Agostinho (PMDB) são, respectivamente, candidatos a vice-prefeito e a prefeito. Antonio Carlos Garmes (PTB) e Primo Mangialardo (PV) anunciaram recentemente que também não iriam disputar o pleito de outubro próximo.

Sato afirmou que muitas reuniões foram realizadas pela comunidade japonesa até a decisão do nome que iria representá-la na corrida eleitoral. De acordo com o vereador, o mesmo processo ocorreu 20 anos atrás. Em 1988 o então parlamentar Giro Ishikawa, após 26 anos de mandato, abriu mão da disputa em favor de Sato. “Quando surge alguém que representa uma renovação política, precisamos refletir sobre o assunto”, disse o peemedebista. “Acho que chegou a hora de cuidar mais da minha vida pessoal e dar espaço para o Júlio, que tem o mesmo perfil que o meu”.

A questão é até que ponto a colônia japonesa vai fechar apoio a Kosaka. São 2.000 famílias da comunidade nipônica em Bauru, espalhadas em quatro instituições e igrejas baseadas no ensinamento oriental.

O vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) comentou que o partido sentia pela decisão de Sato em deixar a Câmara, mas que isso demonstrava o amadurecimento do parlamentar. Anunciou que a legenda irá homenageá-lo pelo trabalhou que realizou em prol do município.

Sato foi eleito pela primeira vez em 1988, quando estava no PSDB. Depois transferiu-se para o PMDB, sendo reeleito em 1992 e 1996. Em 2000 não conseguiu uma cadeira na Câmara. No pleito passado, já no PDT, somou 2.214 votos e voltou ao Legislativo. No meio da atual legislatura, deixou o PDT e retornou ao PMDB. A mudança fez com que enfrentasse um processo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), do qual foi absolvido recentemente.

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