Uma das principais dúvidas em relação a qualquer investimento é, sem dúvida, o risco de calote. É inegável que o medo de perder dinheiro é maior do que o de não ganhar. Não é o que ocorre com a compra de títulos públicos. Quem garante é o professor e economista Adriano Fabri.
Segundo ele, o bom momento proporcionado pela economia brasileira torna o negócio viável e atrativo para o investidor. A estabilidade desta área permite a compra de títulos públicos principalmente a curto prazo. Para ele, a aprovação de órgãos internacionais que classificam o Brasil no mesmo patamar de países desenvolvidos em relação a riscos é positiva, tornando baixo o risco de calote. “O calote interno do governo significa a fuga de capital estrangeiro, o que desestabilizaria o País”, atesta.
Fabri sinaliza que há mais segurança no investimento a curto prazo, uma vez que o investidor fica a mercê de questões políticas, principalmente em ano de eleições presidenciais. “Essa questão (política) interfere, pois honrar os compromissos depende do momento econômico e político, porém, hoje a situação é favorável, não dá para sinalizar com um cenário diferente deste”, admite.
Em relação ao investimento na Bolsa de Valores, cujo primeiro semestre foi turbulento e marcado por oscilações, o professor afirma que a opção é válida em condições a médio e longo prazos. “Para quem não tem pressa de usar o capital, a Bolsa rende mais do que qualquer outro instrumento”, avalia. Para Fabri, todo e qualquer investimento deve ser feito a partir de orientação de um especialista.