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Série C: Noroeste inicia luta pelo acesso

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

Quando o Noroeste entrar em campo hoje, às 16h, na estréia diante do Tupi, de Juiz de Fora (MG), no estádio Alfredo de Castilho, colocará em campo o resultado de sua preparação mais criteriosa para a disputa de uma Série C do Campeonato Brasileiro. O time que joga hoje é o mais forte formado pelo Norusca em busca do almejado acesso à Série B.

O clube manteve a base do vice-campeonato do Interior no Paulistão, com jogadores como os laterais Marcelo Santos e Edylton, os volantes Júlio, Alexandre e Ralf, os zagueiros Éder Monteiro e Alexandre Luz, o goleiro Fernando Vizzotto, o meia Gilsinho e o atacante Danilo Dias, muitos deles com propostas de outros clubes, e trouxe reforços pelo sonho de jogar a Série B, em 2009.

Entre as contratações que chegaram, nomes experientes, como os atacantes Alessandro Cambalhota, Renatinho e Leandro Fonseca, o zagueiro Carlinhos, o lateral-esquerdo Márcio Loyola e os meias Bruno Soares e Éder Richartz, somaram-se aos de jovens, como os zagueiros Matheus e Pablo e o lateral-direito Cafu.

Porém, talvez, o maior reforço noroestino teha sido a contratação do técnico Luiz Carlos Martins, considerado especialista em acessos e com grande identificação com o clube bauruense, onde começou como jogador e teve passagens como treinador.

Sob o comando de Martins, um grupo com mais de 30 jogadores - alguns serão utilizados na Copa FPF, competição que o Norusca disputa simultaneamente à Série C - fez pesada pré-temporada, com mais de 40 dias, no Complexo Alfredo de Castilho, com vistas, segundo o próprio treinador, a fazer um campeonato longo.

A afirmação de Martins é baseada na característica da competição. A Série C é disputada em quadrangulares eliminatórios. Apenas os dois primeiros de cada grupo se classificam à fase seguinte. Ao final, sobem quatro times para a Série B. Na primeira fase, o Noroeste integra o Grupo 13, ao lado de Tupi, adversário de hoje, Ituiutaba e Mirassol.

Dentro de um esquema criterioso de trabalho, Martins montou sua equipe no esquema 3-5-2 e promete organização tática nas partidas. “Cada um sabe exatamente o que tem de fazer. Quando um desce, todos sabem onde têm que se posicionar. Não entramos em campo e pensamos ‘como é que a gente vai jogar?’. Meu time é consciente daquilo que tem que fazer”, garante o técnico.

Para a estréia, Martins apostou na experiência de Carlinhos, que ganhou a posição na zaga no último coletivo e jogará ao lado de Éder Monteiro e Matheus, ambos com liberdade para apoiar. Nas alas, Marcelo Santos e Edylton devem aparecer muito no ataque para auxiliar o único armador nato do time, Bruno Soares.

O mesmo deve ocorrer com o volante Júlio, que ganha liberdade para encostar nos homens de frente e ajudar na criação e saída de bola. O outro volante, Ralf, deve ficar mais na proteção à zaga. No ataque, a velocidade e experiência de Alessandro Cambalhota e a força e de Wellington Paraíba.

Com este esquema, Martins promete uma equipe que atacará até com seis jogadores com a posse de bola e se recomporá rapidamente quando perdê-la. O treinador ainda assinala com a possibilidade de mudar o esquema tático sem trocar jogadores, já que tem atletas polivalentes em seu elenco.

Na estréia de hoje, todos no Noroeste esperam um adversário cauteloso, tentando explorar as falhas dos bauruenses. “Não conhecemos tanto a equipe deles, mas eles vão vir fechados. Temos que procurar jogar nosso futebol, estamos em casa e temos que começar com o pé direito”, afirma Bruno Soares.

No único jogo-treino que o Noroeste fez, diante do Oeste, de Itápolis, a equipe se queixou de estar “travada”, resultado do longo período de treinos. Bruno Soares afirma que o problema não deve persistir esta tarde. “Tivemos vários coletivos e pessoal já está bem solto. Agora, é botar o que sabe dentro de jogo para que a gente possa conseguir a vitória”, diz.

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