Regional

Jaú precisa de novo cemitério em 1 ano

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - A vida útil do Cemitério “Ana Rosa de Paula”, de Jaú (47 quilômetros a leste de Bauru), está se esgotando. Restam apenas 170 túmulos, o suficiente para atender a demanda por pouco mais de um ano.

Depois de ocupar várias ruas da necrópole, o município tenta recuperar mais 200 jazigos abandonados de sepultamentos ocorridos no século passado para ganhar espaço. Para garantir o direito dos jauenses, o Ministério Público propôs uma ação civil pública determinando a construção de um novo cemitério.

A necessidade de um novo cemitério municipal é urgente e a falta dele está criando uma situação inusitada na cidade. Quem quer ser enterrado em Jaú não tem como comprar um túmulo antecipadamente, se assim desejar.

A venda só é feita para a família que tem o atestado de óbito, afirma o responsável pela administração do cemitério, João Fernando Coelho da Silva. “A aquisição de um túmulo está consignada ao atestado de óbito e só é feita para famílias que não possuem o espaço no cemitério”, garante.

Coelho explica que há demanda reprimida. Pessoa experiente no assunto - está há mais de sete anos na área -, avalia que a construção de outro cemitério está atrasada. “Já ocupamos várias ruas. Na última delas foi possível colocar cerca de 160 jazigos. Ficaram somente aquelas ruas que não têm como serem ocupadas para não inviabilizar o trânsito de pessoas e o acesso aos túmulos. Ocupamos 18 ruas para ampliar a capacidade.”

Pelos cálculos de João Coelho, 170 lugares disponíveis devem ser suficientes para cerca de um ano. “Estamos tentando retomar os túmulos abandonados, famílias que não estão mais em Jaú, sepultamentos do início do século passado. Se a retomada tiver sucesso, sobrarão 200 vagas que, somadas às 170, prolongaria a vida útil da necrópole para dois anos e meio.”

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80% têm túmulos

Jaú - Cerca de 80% das famílias jauenses já possuem túmulos no cemitério, calcula o responsável, João Fernando Coelho da Silva. “Os 20% que não têm são moradores recentes que chegaram para morar nos núcleos habitacionais e bairros periféricos. Eles não têm poder aquisitivo para adquirir o espaço.”

Coelho adverte que, por sorte, essa população não está na faixa etária de risco de morte. “São jovens. A faixa etária de mais risco é dos 70 aos 80 anos.” Segundo Coleho, são registradas de dez a 12 aquisições de túmulos por mês.”

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