Turismo

Ilha atrai turistas de todo o mundo

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Mesmo quem não é chegado a mergulhos, vai se encantar com Aruba, destino mágico onde o inverno não existe e praticamente nunca chove – a paisagem do interior da ilha é desértica com pedras e cactos e as famosas divi-divi -, mas conforme vai sendo explorada, notam-se terrenos de corais, prova de que a ilha aumenta um pouquinho de tempos em tempos.

É inevitável a contemplação do seu mar por horas a fio. Todos os hotéis colocam, nas praias, uma infinidade de cadeiras, espreguiçadeiras, guarda-sóis e até colchões infláveis para seus hóspedes. Mordomias para mesmo quem tenha 80 anos voltar sempre a esse paraíso caribenho.

O Holiday Inn, em Palm Beach, é o hotel que mais recebe brasileiros atualmente. O gerente fala português correntemente – nasceu na Ilha da Madeira (há vários portugueses por lá) e é muito simpático.

A rede Riu é muito procurada pelos uruguaios, argentinos, latinos em geral e a Marriot, por americanos e canadenses. A linguagem oficial nos balcões dos hotéis é o inglês. Mas há sempre atendentes que entendem bem o espanhol. Em último caso arrisque em português, que sempre haverá por perto alguém que entenda.

O papiamento – mistura de português, espanhol, holandês – também é falado por lá, mas bem menos do que em Curaçao, a ilha vizinha, a maior das Antilhas, distante apenas 20 minutos de vôo.

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Por terra com emoção

Embora a água seja o grande apelo da ilha, vale a pena fazer um tour em veículos 4x4 – você mesmo pode dirigir e liderar o grupo – para desvendar suas particularidades. O tour é demorado e deve ser agendado na Palm Tours. Percurso de pura emoção, que chega a reunir mais de 30 jipes.

O roteiro parte da sede da operadora e prossegue por toda a ilha, com passagem pelo Farol Califórnia, no extremo norte, no vale de Hidishibana. O farol, que era movido a gás quando não havia eletricidade na ilha, lindo e imponente, foi construído entre 1914 e 1916.

Lá na pontinha do mapa, além do farol, funciona um restaurante italiano bem conceituado, que oferece, além da boa mesa, uma das vistas mais lindas de Aruba. A praia de Arashi, com paisagem espetacular, fica por ali. Desça e tire fotos ou mergulho no mar sempre morninho.

O farol, que ainda serve de alerta para os navios e navegantes, pode ser visto de quase todos os pontos da pequena ilha feliz.

O tour pode prosseguir pelo Parque Nacional Arikok, o ponto mais alto da ilha na montanha do mesmo nome, que ocupa uma área imensa em se tratando de Aruba: seis quilômetros quadrados.

O parque oferece várias trilhas e desde a década de 80 é considerado de importância nacional. Durante o passeio não falta pó e iguana. Leve uma muda de roupa para trocar antes do almoço.

O parque de Arikok, uma reserva ecológica, é semelhante a um deserto, composto por uma grande faixa de terra no interior da costa nordeste.

Outros lugares para se conhecer em grupo ou por conta própria, alugando um carro: o Monte Colorado, que ganhou esse nome por conta da variação da tonalidade da terra, que vai do amarelo ao vermelho vivo, com um penhasco imponente e que mete medo e, quase ao lado, duas prainhas lindas que fazem parte do extremo sul do país: Roger e Baby Beach. Graciosas, pequenas e calmas, como a bela Aruba.

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