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Pipas provocam danos na rede elétrica

Da Redação
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De acordo com a CPFL Paulista, mais de 2,2 milhões de pessoas ficaram temporariamente sem energia no ano passado por conta de acidentes envolvendo linhas de pipa com cerol. Ao todos, nas 234 cidades de área de concessão da empresa, foram registradas cerca de 4.685 interrupções no fornecimento de energia devido a curto-circuito causado por pipas enroscadas nas redes elétricas.

Somente na região noroeste do Estado, foram 1.636 ocorrências, com duração média de 40 minutos, que deixaram sem energia elétrica mais de 529 mil clientes, incluindo residências, estabelecimentos comerciais, hospitais e creches. Do total de eventos identificados, 40% aconteceram nos meses de julho e agosto e 26% nos meses de janeiro e fevereiro, períodos de férias escolares.

Para atenuar o problema, a empresa divulgou que investe em ações educativas, como palestras em bairros onde há maior incidência de desligamentos devido a pipas. Já foram realizadas palestras em 23 escolas, alcançando um total de 7.170 alunos.

O Sindicato dos Eletricitários de São Paulo (Stieesp) alerta que é preciso que os pais e responsáveis orientem sobre o local adequado para empinar pipas, como espaços abertos e sem rede elétrica por perto, como parques, praias, campos de futebol e áreas mais afastadas dos centros urbanos.

Se enroscadas em postes, transformadores e cabos elétricos, as pipas provocam curto-circuito e acionamento de chaves e disjuntores para proteção de equipamentos instalados na rede elétrica, com a conseqüente queda da energia.

Fator agravante do risco verifica-se quando a linha da pipa contiver cerol. O cortante, em contato com cabos elétricos, pode ocasionar curto-circuito e descarga elétrica, além de possível rompimento do fio, provocando corte de eletricidade. Se o cabo atingir a criança ou qualquer outra pessoa, o acidente pode ter graves conseqüências.

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