Por toda parte, perto de nossos corpos, dentro de nossas casas e perto de nossas residências, estamos expostos às microondas. Existem riscos e problemas de saúde relacionados à exposição a essas antenas que as emitem e recebem?
Residentes de prédios e de casas de bairros residenciais se mobilizam em vários lugares do mundo contra a colocação de antenas para celulares nos seus prédios ou perto de suas casas. A biologista Magda Havas, especialista em biologia do eletromagnetismo (Université de Trent, Peterbourogh, Canadá), explica que dentro de 300 a 400 metros perto de uma antena de celular aumenta-se o risco de câncer de seus residentes mais próximos.
Em casa temos fornos de microondas de alguns mil micro-watts, os quais ela sugere manter uma distância de três metros por segurança. O celular funciona baseado no mesmo princípio do forno microondas e foi liberado para uso pela população. A dose é menor que a do forno e foi liberada para uso por não esquentar tecido vivo, princípio físico da Física e não em princípios e normas baseados na Biologia. Os telefones sem fios, também, funcionam baseados em microondas. Bases ligadas a Internet que permitem o uso de Laptops por toda a casa e a antena que capta no seu microcomputador usam essas ondas e seguem os mesmos princípios das ondas dos fornos microondas e celulares. Logo, por toda a parte, estamos expostos às microondas, as mesmas que assam sua carne no seu forno à microondas para suas refeições.
Pessoas usando celulares ou navegando na Internet expõem seus tecidos vivos a esse banho de microondas que atingem células nervosas e seus núcleos, supersensíveis a essas ondas. A partir disso pode surgir no indivíduo a Síndrome de Sensibilidade Aumentada ao Eletromagnetismo (SSAE) que tem os seguintes sintomas: problemas de concentração, tontura, náuseas, problemas de memória, dor de cabeça, insônia e fadiga. E, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 1% a 3% da população mundial sofrem dessa síndrome.
A professora Magda Havas mostrou o professor de Arte David Fancy (Université Brock, Canadá), que sofre dessa síndrome. Ele precisa de um projetor para projetar em uma tela maior na parede a tela de seu computador, mais um teclado longe do computador, pois se ficar perto começa a sentir aqueles sintomas. O professor David Fancy alega se ele entrar num local muito conectado e com muitos aparelhos, então começa a passar mal e sentir aqueles sintomas. Ele diz que existem normas que regulamentam e limitam essa exposição e que são muitas vezes não respeitadas e ultrapassadas. Ele diz, também, que essas normas no Canadá são menos severas e que na Itália e Suíça são mais restritivas e severas.
A bióloga Magda Havas alerta que as microondas atingem os núcleos das células nervosas, quebram o DNA e podem provocar desarranjos dos cromossomos. Isso levará a formação de tumores. Problemas, de acordo com os epidemiologistas, que estão ainda para surgir no futuro na população usuária, expostos recentemente. E para concluir faço um julgamento e uma análise desses estudos e debates sobre esse assunto: parece que os engenheiros, marketeiros e empresários pensaram primeiro em seus lucros bilionários e deixaram por último o respeito à vida e à saúde de milhões de seres humanos na população e no mundo.
O autor, Carlos Manuel Cristóvão, é médico psiquiatra