Tribuna do Leitor

Monsenhor Almir


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Sãomanuelense, nascido em 29 de agosto de 1932, monsenhor Almir José Cogiola, na Igreja Matriz daquela cidade, em 13 de julho de 1958, foi ordenado padre pelo bispo dom Henrique Golland Trindade. Em 27 de janeiro de 1962, foi designado como padre substituto na Igreja São Benedito, assumindo definitivamente a paróquia pouco depois, nela ficando até junho de1985, 23 anos na comunidade da Vila Falcão, onde com ele tive a honra de conviver e testemunhei seu hercúleo esforço para erguer o novo templo da Praça Epitácio Pessoa. Foi depois ser pároco na Catedral do Espírito Santo. Por ser descendente dos Bastos, sendo que meu avô e seus irmãos fincaram um cruzeiro improvisado de madeira na Praça Municipal, atual Rui Barbosa, quando o povoado nascia, convidaram-me, em julho de 1997, para entrar na Catedral carregando uma tosca cruz de madeira que foi por mim fincada ao lado do altar principal da Igreja (simbolizando o mesmo ato 100 anos depois). Comemorava-se o Centenário da Matriz e adentrei naquele santuário acompanhado do monsenhor Almir, mais uma vez sentindo honrado e feliz com o feito. Padre Almir tornou-se monsenhor em 1987, por iniciativa do bispo dom Aloysio Penna, num ato da Santa Sé em que foram contemplados com esse título hierárquico-religioso outros três padres: Darcy de Almeida Pinto, João Domingues e Ivo Martinelli. 50 anos de sacerdócio, o mais antigo padre na cidade, uma vez, em 2002, confessou-me que sentia-se um padre realizado, amando sempre a cidade de Bauru, onde encontrou o grande trabalho de sua vida sacerdotal. E aqueles que o conhecem e sabem disso, estão felizes de vê-lo contemplar meio século de sacerdócio. Parabéns, monsenhor Almir.

Irineu Azevedo Bastos

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