Geral

Revolta de um aposentado

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 1 min

Outro bauruense, um aposentado de 68 anos morador da zona oeste da cidade, por pouco não pagou caro pela audácia demonstrada diante de ladrões que invadiram sua casa, dias atrás. “Quis reagir, mas eles estavam em três, e fiquei com medo de que eles ferissem minha esposa. Se eu estivesse sozinho, com certeza teria partido para cima deles”, conta o homem.

Estaria ele louco? Sim, de ódio, conforme ele próprio confirma: “Tive uma vontade doida de matar o cara”. Se não partiu para cima dos ladrões com socos e pontapés, o aposentado não poupou os invasores de agressões verbais.

“Agora, pensando bem, vejo que tive sorte, pois os bandidos mantiveram a calma e não fizeram nada comigo”, diz o homem, que teve prejuízo de cerca de R$ 300,00, por conta do roubo. O consultor de segurança Maurílio Flávio Gamba alerta que reagir a roubos é um erro gravíssimo que algumas pessoas cometem.

“O marginal brasileiro, via de regra, é materialmente movido. Ele invade residências em busca dinheiro e objetos de valor, e sabe que receberá uma punição maior por latrocínio do que por um roubo comum. Por outro lado, caso encontre resistência, achará melhor ser foragido por assassinato do que ir para a prisão em uma tentativa frustrada de cometer um crime”, explica.

Comentários

Comentários