Os professores da rede pública do Estado de São Paulo necessitam com urgência de um sindicato que os ampare dos desmandos e decretos impostos pelos governantes, decretos estes que retiram direitos dos professores e funcionários públicos em geral. No dia 4/7 houve uma assembléia de professores na Praça da República, em São Paulo, com o intuito de definir os rumos da greve, no entanto, maldosamente a presidenta do sindicato dos professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) induziu os professores a acreditarem que em “suposta” negociação com a Secretaria da Educação e o governo estadual. Se, naquele momento, a greve fosse encerrada, os professores grevistas não teriam os dias descontados e o reajuste de 12,2 %,, sendo 7,2% de incorporação das gratificações e mais 5% de aumento, retroativo à data-base da categoria (que não consta na publicação do diário oficial).
Um professor ao meu lado perguntou se podia confiar nesta proposta do sindicato. Disse que não, nossa entidade está em descrédito, ele não acreditou em mim e votou fiando-se nas promessas do sindicato, que, aliás, é mais uma extensão do governo do que entidade representativa da classe. Marcou-se uma assembléia para o dia 10/7, depois de um feriado, para desmobilizar a categoria. O acordo, mais uma vez, não fora cumprido. A entidade apresenta outros problemas de ordem organizacional por fazer distinção entre seus associados ou membros; durante o período de greve um professor afiliado ao sindicato não pode vir a Bauru por pertencer a uma outra chapa dentre as que estavam disputando a eleição; no entanto, no dia 4/7 foi oferecida e dada a carona a um filho de professora que estava em São Paulo.
Onde há coerência por parte dos organizadores deste sindicato? Está certo que não se trata de entidade assistencial, mas se a assistência é oferecida a uns, deve ser estendida a todos. Voltando ao problema anterior: os sindicalizados vão ter seus direitos de representatividade atendidos em assembléia, ou os nossos representantes eleitos serão como os políticos que prometem e nada cumprem? É preciso reavaliarem suas condutas ou a desfiliação será a solução e sindicato sem associado arruína; pois quem não tem seu direito atendido procura alguém que o faça, uma vez que a situação momentânea do professor está precária como nunca esteve.
Ednilson Celso Fernandes - professor da E.E. Christino Cabral