Internacional

McCain e Obama prometem falar dados de doadores

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Nova York - Pressionados pela imprensa norte-americana e por grupos civis de fiscalização, as campanhas dos prováveis candidatos à Casa Branca Barack Obama e John McCain comprometeram-se a divulgar mais informações em seus sites oficiais sobre os maiores doadores de fundos para os senadores.

Depois de uma reportagem publicada pelo jornal “The New York Times” questionar porque Obama e McCain - que criticam abertamente a influência do dinheiro na política norte-americana - não revelavam informações sobre a fonte de milhões de dólares de doações para suas campanhas.

Anteontem, a campanha republicana divulgou uma carta assinada pelo diretor Rick Davis para um grupo civil de fiscalização, anunciando que publicaria em seu site os nomes de todos os seus doadores de elite, que contribuíram com US$ 50 mil ou mais para sua candidatura.

A campanha também comprometeu-se a dizer a ocupação e os empregadores destes doadores, além da cidade de origem que já era fornecido. Segundo Davis, citado em nova reportagem do “NYT”, este é um outro exemplo do compromisso com a transparência da campanha de McCain.

Do lado democrata, a campanha de Obama disse apenas que acrescentará a cidade de origem dos doadores que contribuíram com quantias maiores de US$ 50 mil.

Segundo o “NYT”, o avanço foi pouco significativo e frustou os grupos que fiscalizam as campanhas já que pouco se pode descobrir a partir do nome e da cidade do doador.

Uma coalizão de oito grupos fiscalizadores -entre os quais, Instituto de Finanças de Campanha, Centro de Política Responsável, Causa Comum, Democracia 21, Liga das Mulheres Eleitoras dos Estados Unidos e Cidadão Público- enviou cartas no mês passado para as campanhas de Obama e McCain pedindo maiores detalhes sobre seus maiores doadores. A idéia é avaliar quem é responsável pela maior parte do dinheiro de campanha e se há, por trás destes doadores, possíveis interesses pessoais na próxima administração.

Depois da reportagem do “NYT”, a campanha de Obama adicionou 181 nomes a sua lista de 328 doadores que trouxeram mais de US$ 50 mil à campanha.

Já a campanha de McCain divulgou sua lista de doadores apenas em abril, quando o senador por Arizona já havia conseguido a nomeação republicana, e adicionou apenas um nome desde então. A campanha disse que atualizará a lista na próxima semana. O diretor de campanha disse ao jornal que é impossível para a campanha atualizar a lista com cada doador, já que a relação muda “quase diariamente”.

Para Massie Ritsch, porta-voz do Centro de Política Responsável, as campanhas precisam reportar todas as informações de seus doadores à Comissão Federal Eleitoral mensalmente, o que permite que atualizem as informações ao público regularmente. “Uma visão geral todo mês não deveria ser tão difícil”, criticou.

Pesquisa do instituto Gallup aponta que 40% dos eleitores americanos vêem as propostas políticas do provável candidato republicano John McCain como “muito conservadoras”, um aumento de dez pontos percentuais em relação a fevereiro.

Para Obama, a sondagem da Gallup aponta que as mudanças na visão dos eleitores foram menos expressivas. A maior variação foi entre os eleitores que o vêem como um candidato de propostas corretas para os EUA, com uma redução de quatro pontos percentuais - de 47% para 43%.

Comentários

Comentários