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Sem ligação a instituições, rede de pós-graduação é a nova tendência

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

O conceito de pós-graduação ligado a um departamento de ensino ou a uma faculdade tende a desaparecer. A observação é do diretor da Faculdade de Ciências da Unesp e presidente do Grupo Administrativo do Câmpus (GAC), Henrique Luiz Monteiro. De acordo com ele, já existem até programas de âmbito nacional.

“Não é vinculado a nenhuma universidade. Os grupos formam um núcleo que se vincula a um programa nacional de pós”, explica. Na Unesp, por exemplo, um conjunto grande de docentes são orientadores em municípios como Araraquara, Botucatu, Rio Claro, São José do Rio Preto e Marília.

“É um sistema em rede. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) tem incentivado o conceito de rede de pós-graduação, um conceito moderno”, acrescenta Monteiro.

Para que a avaliação da Capes seja cada vez maior (vai de três a sete), uma outra propensão é a unificação de cursos, medida já adotada pela FOB/USP. No site da Capes, ainda constam oito mestrados e sete doutorados da instituição. No entanto, os cursos passaram para quatro – dois mestrados e dois doutorados.

“Pela própria demanda, mudança de perspectiva da Capes, alguns programas ficaram com poucos docentes na área de concentração. Então existe essa tendência e foi feita essa fusão de todos esses programas, com várias áreas de concentração”, comenta o doutor Paulo César Rodrigues Conti, professor associado do departamento de prótese da FOB/USP e presidente da comissão de pós da instituição.

O mesmo procedimento também deve ser adotado pela Unesp, acrescenta Monteiro. “Não se avalia o impacto da pós-graduação pela quantidade, mas pela qualidade. Tem câmpus com oito, nove programas, mas desses, quatro são notas três. Isso conta contra a unidade. Para ter conceito sete com a Capes, se todo trimestre subir um conceito, leva de 12 a 15 anos”, conclui.

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