Tribuna do Leitor

Sobre as árvores de Bauru


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Por que não se faz como Araraquara, onde a cidade é inteirinha arborizada e a Prefeitura se encarrega de tudo o que se refere a elas: plantar, podar, trocar quando a árvore estiver doente, com problemas diversos como cupins, pragas etc.

O munícipe não precisa se preocupar e não gasta um real com isso, basta apenas varrer a calçada. Aqui é uma complicação. Exemplo: para cortar um galho seco grande, que pode cair a qualquer momento, liguei para o Semma e me informaram que teria que ir lá no horário comercial, levar um comprovante de residência, CIC, RG e um comprovante de que sou proprietária do imóvel, em cuja calçada está a linda árvore de 40 anos que eu adoro, chamada sibipiruna, mas que todo ano entope tudo em casa, pois ela solta folhinhas como confete, galhinhos secos, galhos verdes, flores amarelas lindas, formando um tapete durante o ano todo, e eu nunca posso deixar meu carro em sua sombra, porque desde as 6 horas da manhã há um carro lá, estacionado o dia todo.

Pois bem , liguei para um jardineiro especializado e ele cobraria R$ 90 para cortar; não é justo jogar fora esta quantia por um galho seco. Pior ainda é quando se tem que arrancar uma árvore devido a doenças ou cupins. O munícipe fica meses solicitando à prefeitura, ou anos, segue todos o trâmites legais e só atendem se alguém der uma ¨mãozinha¨.

Aí o que acontece é que temos que contratar uma equipe especializada, que sofre uns dois dias para cortar o tronco doente, que depois fica na rua à espera de uma pá-carregadeira, mais uma semana e o serviço não sai por menos de: pasmem, R$ 600; fora o conserto da calçada por mais R$ 400; sendo que a prefeitura poderia fazê-lo, sem onerar o munícipe. Além disso, deixaria a cidade linda, sem as árvores mutiladas pela CPFL , colocando árvores adequadas como os Resedás, que não são de grande porte, palmeiras imperiais lindas e imponentes, cada uma em seu lugar adequado sem as despesas para o munícipe, que no máximo teria que cuidar para que vândalos não destruam as suas árvores, seria o ideal. É o que eu penso.

Vera Amaral Galvão - pedagoga e artista plástica

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