Aquela velha frase "os professores fingem que ensinam, os alunos fingem que estudam, o governo finge que investe na escola pública" ainda prevalece no Estado de São Paulo.
Vejamos os fatos: dirigentes regionais, supervisores, diretores e até mesmo muitos professores matriculam seus filhos em escolas particulares, pois conhecem as dificuldades no ensino aprendizagem aqui no “Estado mais rico do Brasil”.
É a escola pobre para os pobres, falta tudo, o espaço físico é restrito, salas de informática com meia dúzia de computadores em funcionamento e sem monitores, salas de aulas muitas vezes superlotadas, não existem laboratórios para pesquisa, bibliotecas muitas vezes verdadeiros depósitos de livros, quadras para prática de esportes cobertas de latas, muros pixados, salas sucateadas e professores desvalorizados.
É, claro, me desculpe, falta também vergonha na cara de nossos governantes.
Os alunos têm suas razões, a indisciplina é grande e a escola é chata, lá na frente o professor com um pedaço de giz na mão e a velha lousa. Os estudantes desejam o conhecimento, querem diversão, esportes, cultura e arte, não querem esmolas, pois o mundo mudou e a escola pública permaneceu a mesma.
Parabéns aos professores que participam da greve, no meu caso pior que o medo é a vergonha de não lutar, pois como dizia o “maluco beleza” Raul Seixas: “Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”.
Professor Leonam Loureiro da Silva - Conselheiro dos Professores da Apeoesp, Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo