Polícia

Responsável pelo atropelamento de mulher e neta é identificado

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

O responsável pelo atropelamento da cozinheira Aparecida Lopes de Azevedo, 51 anos, e de sua neta de apenas 1 ano, Gabriela Loes de Azevedo Matos, ocorrido há oito dias na quadra 10 da avenida Castelo Branco, foi identificado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Trata-se do açougueiro Fagner Leandro Spanhol Ferreira, 26 anos.

Na ocasião, ele dirigia uma Falcon cinza escura, placa DHB 1107, cujo proprietário é seu sogro. Segundo o titular da DIG, Abel Cortez, a motocicleta foi apreendida para perícia. O delegado informa ainda que, em depoimento prestado na companhia de um advogado, Ferreira confessou participação no acidente e confirmou dirigir sem habilitação.

Por conta do atropelamento registrado no final da tarde, ele também foi ao solo, sendo que o veículo sofreu avarias. Ainda assim, voltou a pilotá-lo e não prestou socorro às vítimas. Contou à Polícia Civil que sentiu vontade de dirigir a Falcon e transitou pela avenida a cerca de 60 quilômetros por hora, sendo que o limite máximo permitido é de 50 quilômetros por hora.

Alegou ainda que não deu para evitar o atropelamento, pois a vítima teria atravessado sem olhar. Aparecida perdeu vários dentes da frente, fraturou uma das pernas em dois locais, também fraturou uma costela e teve problemas na bacia, além de ter ralado todo o corpo. Por sorte, Gabriela nada sofreu. Ambas foram levadas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Pronto-Socorro Central.

Encaminhamentos

A cozinheira ainda está convalescente e a família deve recorrer ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O caso será remetido para o 1º Distrito Policial, para que seja instaurado o procedimento de polícia judiciária adequado ao fato, informa o titular da DIG.

De acordo com ele, Ferreira responderá pelo artigo 303 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que prevê a prática de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.

A pena estabelecida é de detenção de seis meses a dois ano e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor. A pena é aumentada de um terço à metade a quem não possuiu permissão para dirigir ou habilitação e quando deixa de prestar socorro à vítima.

Independentemente das circunstâncias do acidente, a freqüência deles na avenida Castelo Branco tem mobilizado moradores das imediações. Conforme o JC divulgou, na sexta-feira passada, um grupo voltou a interditar a via para cobrar a instalação de mais lombadas e obstáculos.

Mais uma vez, queimando pneus nas duas pistas e exibindo cartazes com a palavra “Cheeega”, queixaram-se de que o trânsito na avenida é perigoso.

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