Moro logo atrás do Bauru Shopping e, claro, não sou contra o progresso deste importante estabelecimento e fico muito satisfeito com tal investimento, porém, eles se esquecem que existem residências próximas, ou seja, apesar de poucas, existem sim e lá moram famílias que também trabalham o dia todo e têm o direito de ter uma boa noite de repouso.
Não é de hoje que os trabalhos por lá atravessam a madrugada, às vezes a noite toda. Sou uma pessoa que não se mete em confusão, às vezes “engulo sapos” por conta disso. Por várias vezes, em nome do progresso de tal estabelecimento, fiquei quieto, mas em algumas noites, diga-se de passagem uma noite fria de domingo para segunda-feira, minha filha de 1 ano de idade teve um surto de choro na qual eu nunca havia presenciado por conta de um susto causado por um cidadão a 1h30 da madrugada (sinceramente, eu não consigo entender alguém trabalhando esta hora) que esmerilhava uma barra de ferro ou coisa parecida fazendo um barulho estarrecedor em uma noite que estava muito quieta por conta do frio.
Tentei me comunicar com ele de minha janela, mas logicamente ele nunca iria escutar. Então tive que me deslocar de carro até o portão de carga e descarga do shopping, que fica ao fundo do prédio, e pedir para que ele pudesse parar com aquele absurdo ou se não eu chamaria a polícia. Mais uma vez, repito que antes de incomodar também os policiais que no caso sempre me atenderam bem, procuro tentar um acordo amigável, ou seja, ele disse -me que iria parar e realmente parou, mas também houve outra vez que tive que chamar a polícia, pois um outro cidadão estava dobrando e martelando chapas de zinco às 2h30 da madrugada.
Minha dúvida é: quem é que regula esses horários dos trabalhadores? Será que no fundo da casa deles existe alguém com uma serra elétrica cortando ferros a 1h30 da manhã? Se eles quiserem passar por essa agradável experiência estou à disposição. Venho através desta respeitada tribuna demonstrar minha indignação, pois ainda acredito na justiça, principalmente pelo exemplo que foi publicado pelo JC sobre uma bar que entrou em acordo com os vizinhos.
Juliano Augusto Pinto - RG 29.055.347-2