Entrelinhas

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• Repercussão pública

A autoavaliação feita pelo prefeito Tuga Angerami em relação à sua gestão, diante da expectativa do bauruense, continua rendendo comentários. Entre os vereadores, o assunto ainda causa burburinho e não será surpresa se for objeto de discurso na sessão de segunda-feira. O Conselho de Pastores Evangélicos faz crítica pontual (artigo nesta página), mas elogia a postura de Tuga em avaliar abertamente o desfecho de seu mandato.

• Sem liminar, sem aval

O ex-prefeito Nilson Costa é o primeiro, por aqui, a ter de correr ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para tentar liberar sua candidatura à Câmara Municipal. É que a Justiça Eleitoral já havia decidido que quem tem contas rejeitadas teria de buscar liminar para suspender a inelegibilidade, quando das ações que visam derrubar os efeitos da reprovação dos gastos. A exigência de liminar pegou Nilson de calça curta, situação que não existia em 2004.

• Honorário pago a mais

A oposição ao prefeito vai ficar em polvorosa na sessão de segunda-feira. É que a Prefeitura de Bauru pagou a mais para os procuradores jurídicos nos meses de fevereiro, março e abril, confirmou ontem a própria administração, ao ser indagada pelo JC. Quem calculou a planilha de distribuição dos honorários errou, considerando valores acumulados. Cada procurador recebeu pelo menos R$ 6 mil a mais no período.

• Funcionários também

A soma de pagamentos indevidos a todos os procuradores municipais, considerando quem está na inatividade, chega perto de R$ 220 mil. Isso porque funcionários da Secretaria Jurídica também participam do rateio da bolada dos honorários e a conta chegou errada, a maior, para eles. Cada servidor deveria receber uns R$ 400,00, mais faturou perto de R$ 1.400,00.

• Fórmula da devolução

A administração municipal está verificando como vai ser realizada a devolução dos valores. Muitos procuradores foram às compras, outros deram presentes, e até pacote de viagem foi confirmado com o dinheiro que entrou a mais no holerite. Agora, tem gente querendo o parcelamento da devolução dos R$ 6 mil, senão estoura o orçamento próprio.

• Mais dois cassados

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo cassou os mandatos de dois vereadores por infidelidade partidária. O vereador Antônio Bernardino Tavares elegeu-se pelo PSDB em São Pedro do Turvo, mas migrou para o PT. Já o vereador Valter Joaquim Bitencourt, de Olímpia, trocou o PDT pelo DEM. Tavares e Bitencourt ainda podem recorrer no Tribunal Superior Eleitoral. Com esses julgamentos, chega a 18 o total de vereadores “infiéis” cassados no Estado desde que o TSE definiu que o mandato pertence ao partido e não ao político.

• Toninho Garmes...

Em Bauru ainda resta a definição sobre o processo contra a troca de partido do vereador Toninho Garmes (do PSDB para o PTB). O julgamento pode ser feito a qualquer momento, haja vista que a Procuradoria Eleitoral deu parecer pelo andamento do mesmo, ignorando a falta do depoimento do deputado estadual Campos Machado (PTB), testemunha de defesa de Garmes. Como deputado, Campos pode marcar sua oitiva para quando quiser.

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