Prende, solta, prende e solta. É esse o ritmo que embala o caso Daniel Dantas.
A efêmera prisão do tal banqueiro, infelizmente, só volta a reafirmar o velho dito popular: “No Brasil tudo sempre acaba em pizza”.
Como pudemos ver, nem o Supremo Tribunal Federal deu jeito, com esse nome todo imponente, mas que pelo visto funciona que nem bomba de efeito moral. Afinal, o máximo que conseguiu foi deter o criminoso financeiro por cerca de 20 horas. Tratando-se do Brasil, uma marca recorde, já que o habeas corpus é o santinho protetor dos endinheirados.
Se perguntarmos a um cidadão de bem o que se pode comprar com o dinheiro, certamente ele responderá: alimentos, roupas, sapatos e assim por diante. Mas para Dantas, as aquisições são bem mais pretensiosas, compra-se: delegados, policiais, juízes; e por aí vai sua listinha de compras pra lá de exótica.
É triste, mas “dantas e dantas” vezes, ops, é tantas e tantas vezes vemos e veremos isso, ainda. E a cúpula da mídia então, que quer a todo custo atrelar a operação Satiagraha ao escândalo do Mensalão. Acho que já está mais do que na hora de os estudiosos da comunicação investir pesado para compreender o fenômeno do “PTfobismo”, instaurado na imprensa há tempos. Mas, enquanto a mídia “créu” no PT. Logo, logo, algum brasileiro de olho na “Oportunity” do momento lança um funk, e enquanto o povo dança o banqueiro ri em liberdade, óbvio.
Ana Paula Borges - estudante de jornalismo