Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

PEIXE NO CAOS

No final da partida em Florianópolis, a torcida do Figueirense tripudiou: “Adeus, Cuca”. Pelo menos até o início da tarde de ontem, o treinador estava mantido no cargo, para a insatisfação dos torcedores do Santos. Com certa dose de razão, porque o alvinegro praiano não vence após oito rodadas sob o comando de Cuca. O time não é nenhuma maravilha, mas também não pode ser considerado ruim. Afinal, tem alguns jogadores de qualidade, como Fábio Costa, Kléber, Rodrigo Souto e Kléber Pereira. Acho melhor a saída de Cuca, pois, geralmente, quando um clube muda o técnico, há uma sacudida, um choque no time. E tem outra: é melhor dispensar um - no caso o treinador - do que o elenco todo. E Cuca nunca ganhou título. A derrota de quarta-feira complicou ainda mais a situação do Peixe, que ganhou até agora apenas oito pontos em 36 disputados, e não consegue deixar a zona de rebaixamento - penúltimo colocado, tem só um ponto a mais que o Ipatinga. A derrota de 3 a 0 acabou ficando até de bom tamanho para o desorganizado Santos, cheio de erros nos passes, na marcação e sem poder de fogo. O Figueirense ganhou como quis, quando quis e teve chances de ampliar, mas preferiu administrar a boa vantagem nos últimos 15 minutos. A situação do Santos é caótica. É o pior desempenho em toda a sua história de Brasileirão.

SUBINDO

O Vitória começou mais aceso o jogo de quarta-feira, mas acabou prevalecendo a maior força e tradição do atual campeão do País. Foi uma belíssima vitória do São Paulo, que jogou com inteligência, fazendo uma marcação cerrada e usando contra-ataques mortais. O Tricolor continua subindo na classificação do Campeonato Brasileiro, ocupando agora o sexto lugar, a um ponto do G-4. De outro lado, os rubro-negros da Bahia, que vinham de cinco vitórias seguidas no Barradão, caíram para o quinto lugar, também com 20 pontos - levam vantagem no número de vitórias.

ENFIM, G-4

O Palmeiras teve que esperar alguns jogos para entrar no seleto grupo dos quatro melhores colocados. Com a categórica vitória sobre o Fluminense, na bela partida de quarta-feira - e beneficiado pelo tropeço do Vitória -, o Verdão somou 21 pontos e entrou no G-4. E não perde para o Tricolor das Laranjeiras desde 2001 no Palestra Itália. Já o vice-campeão da Libertadores continua mal no Brasileiro, com nove pontos, na zona de rebaixamento.

VIRADA E ATITUDE

Após um grande sufoco, a Portuguesa reabilitou-se de forma sensacional no Brasileirão. A Lusa perdia por 2 a 0, mas reagiu de forma emocionante, batendo o Náutico por 3 a 2. Houve também emoção assim que terminou o jogo no Canindé: todo o time se dirigiu a Vágner Benazzi, que vinha sendo criticado por uma parte da torcida. O técnico desceu para os vestiários abraçado com seus jogadores, numa grande demonstração de união. Bela virada e atitude. A Portuguesa ficou mais longe da zona de rebaixamento.

SOLUÇÃO

Se o Noroeste quiser contar logo com o atacante Leandro Fonseca, é só contratar Gislaine Nunes. Ela tem escritório em São Paulo e ganha sempre as ações nas justiças Desportiva e do Trabalho. Por ser bauruense, a famosa advogada dos supercraques pode até dar uma colher de chá nos honorários.

REI FUBÁ

Na Série A2 de 2005, Gilmar Fubá ajudou muito o Noroeste conquistar o acesso ao grupo de elite, e depois foi para o Qatar, onde ficou dois anos. Agora o volantão é destaque do Red Bull, da empresa de bebidas energéticas, time da Quarta Divisão estadual. Torcedores e até atletas adversários pedem autógrafos a Fubá, o Rei do Red Bull.

TRASH

O pentacampeão mundial Marcos, goleirão do Palmeiras, fez uma “pontinha” no clipe da música “Que merda que eu dei”. Apesar do nome, a polêmica música, de autoria da ilustre desconhecida Dani Mel, faz sucesso na Internet.

NOROESTINO

Há alguns anos em Ilhéus, litoral baiano, Carlos Humberto Scigliano (Franja) confia no Norusca. E lembra que o homem pisou na Lua pela primeira vez em julho e não em outubro de 1969, como afirmei. Certo, Franja. Me enganei.

VENCER OU VENCER

Perdendo para a Grécia, o Brasil joga hoje, na obrigação de vencer a Alemanha. Em caso de nova derrota, adeus Pequim. Nosso basquete masculino ficou fora das Olimpíadas de Sydney/2000 e Atenas/2004.

MEMÓRIA

Baquinho e Caçula reviveram a final do campeonato infanto-juvenil de Bauru, 22 anos depois. Na decisão de 1953, o Baquinho venceu por 3 a 1, e em março de 1975, também campo do BAC, o time de Pelé voltou a ganhar, desta vez por 6 a 4. O Rei marcou três gols. Edir, Milton e Miro completaram o marcador. Curtis 2, Maceri e Eliseu descontaram para o time da Antárctica, que tinha o guaraná Caçula. Árbitro: Edson Massa. Baquinho: Salvador (Zoel); Patinho, Osmar, Edir e Aniel (Tiãozinho); Passoca (Moisés Cocito) e Picão (Pérsio); Maninho (Milton), Pelé, Dulfe (Miro) e Silvinho (Joaquim, depois Gebara). Caçula: Aldo (Scarabotto); Praline (Alaerte), Celso Lamônica, Felipe e Galvão (Ventrice); Bodinho e Eliseu; Ari (Odairzinho), Nélson (Odair), Curtis e Maceri.

CURIOSIDADE

Em 1975, a censura proíbe a novela Roque Santeiro, de Dias Gomes. Com a volta da democracia, a novela é lançada pela TV Globo, em 1985.

AQUELE ABRAÇO

Um abraço Isaac Ferraz e Serginho Araújo, que prometem mandar bem na MPB e no sambão de primeira, hoje, no Santa Cerva, novo point da avenida Nossa Senhora de Fátima - Jardim América.

Comentários

Comentários