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Pré-Olímpico: Brasil vai para ‘tudo ou nada’ contra Alemanha

Por Adalberto Leister Filho | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Às 13h30, a seleção masculina enfrenta hoje, além da Alemanha, rival das quartas-de-final da seletiva olímpica de Atenas, 12 anos de ausência em Olimpíadas. O Brasil não disputa os Jogos desde Atlanta-96. E, contra a Alemanha, enfrenta seu primeiro mata-mata no Pré-Olímpico Mundial. Se perder, estará fora da disputa pelas três últimas vagas em Pequim.

“Os alemães têm um estilo de jogo muito diferenciado, porque os times muito altos correm menos. Por isso, temos que apostar na nossa velocidade”, analisa o ala Jonathan, referindo-se à média de 2,02 metros do time alemão - é o segundo mais alto do Pré-Olímpico, atrás apenas da Grécia (2,03 metros).

A Alemanha é o mais “americano” entre os europeus que estão no Pré-Olímpico. Seu jogo é liderado por um astro da NBA, o ala Dirk Nowitzki (Dallas), com arsenal de chutes no perímetro e perigosas infiltrações. Para esse evento, ele ganhou a companhia de outro atleta de destaque da liga americana, Chris Kaman (LA Clippers). “Claro que Dirk ainda é nosso jogador dominante, ninguém pode dizer que não”, disse à reportagem o técnico Dirk Bauermann, da Alemanha.

“Mas acho que conseguimos um time mais equilibrado com a vinda do Chris Kaman ao grupo. Veremos do que somos capazes”, completou o treinador.

O pivô conseguiu cidadania européia semana passada - é bisneto de alemães -, estreou na seleção no Pré-Olímpico e já mostrou entrosamento com os colegas ao fazer 20 pontos contra a Nova Zelândia, duelo que decidiu a ponta do Grupo B. “Não faremos marcação especial no Nowitzki porque toda a equipe alemã merece atenção. A marcação será individual e combinada”, diz Moncho Monsalve, técnico do Brasil.

Apesar da frase do treinador, não dá para desprezar o poder ofensivo de Nowitzki, segundo cestinha da seletiva olímpica, com 25,5 pontos por partida. Depois da derrota para a Grécia (89 a 69), especulou-se sobre quem faria marcação sobre o craque alemão. Chegou-se a falar em Alex, eficiente no roubo de bolas, mas com grande desvantagem física - mede 1,91 metro contra 2,13 metros do alemão.

Outra opção seria deslocar para a função algum pivô, mais alto, mas com menos mobilidade. Ontem, Moncho treinou variações táticas, escalando Baby no lugar de JP Batista na equipe titular. Com isso, poderá deslocar Tiago Splitter, seu principal pivô sobre Nowitzki. “Comigo e o Baby jogando juntos, eu seria o quatro (posição de ala-pivô) e marcaria o Nowitzki. Com uma marcação eficiente, podemos tirá-lo da partida”, acredita Splitter.

“Vai ser um jogo tenso. Precisamos de calma para superar a forte defesa deles”, acrescenta Baby, lembrando a média de 69,5 pontos sofrida pelo rival. Como o Brasil, os alemães estão há algum tempo sem ir à Olimpíada. Sua última participação foi nos Jogos de Barcelona, em 1992, quando a equipe terminou na sétima colocação.

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