Política

Diferença em jornada de coletor de lixo leva Sinserm a cogitar greve da categoria


| Tempo de leitura: 2 min

A população de Bauru pode sofrer novamente com a falta de coleta de lixo na cidade, caso os coletores resolvam paralisar as atividades na próxima terça-feira. O Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) convocou duas assembléias para a categoria, uma às 7h e outra às 17h, para conversar com os funcionários que fazem a coleta de lixo.

Segundo a diretora do Sinserm Eliana Martins, a discussão da próxima terça-feira será sobre as disparidades nos horários dos lixeiros. Segundo ela, os servidores que realizam a coleta no período da manhã trabalham por seis horas, enquanto os funcionários da noite trabalham oito, o que, para o Sinserm, trata-se de discriminação. “Isso já vem sendo conversado em mesa de negociação e não foi resolvido, por isso a gente se reportou ao Ministério Público do Trabalho (MPT), questionando essa discriminação”, disse.

Outro ponto encaminhado ao MPT foi a questão do plano de saúde dos coletores. De acordo com Eliana, esse tópico também vem sendo discutido nas mesas de negociação, mas até o momento não se obteve resposta sobre o assunto.

“Eles fazem um trabalho insalubre e não têm plano de saúde. Os demais servidores da Emdurb também não têm. Isso já foi conversado em negociações, a empresa fala que tem problemas financeiros e não resolve. Só que agente tem que ver a saúde do trabalhador também”, destacou.

A diretora do sindicato explicou que a assembléia de terça-feira vai servir para explicar aos servidores em que pé está a situação e, caso a categoria aprove, deve ser deflagrada a greve até que se resolva a situação. “A gente tenta acertar as situações e a empresa não resolve. Então nós vamos conversar com os coletores para decidir pela greve ou não”, frisou.

Seqüência

Caso os coletores de lixo entrem em greve na terça-feira, será o terceiro ano seguido que a categoria paralisa as atividades. Em 2006, lixeiros e profissionais da saúde sustentaram 24 dias de greve dos servidores, durante a campanha salarial, deixando 124 bairros sem coleta. No ano passado foram mais três dias de greve, e 62 bairros prejudicados.

Comentários

Comentários