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Atendimento no PSC cai 64%

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Os atendimentos relacionados a acidentes de trânsito no Pronto-Socorro Central (PSC), caíram 64% entre o dia 20 do mês passado e, dia 10 deste mês. Trata-se da única queda acentuada observada na cidade após a vigência da Lei Seca. Números do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Polícia Militar (PM) e do 2º Batalhão de Polícia Militar Rodoviária não constatam diferenças tão drásticas.

Pelo contrário. No geral, os do Samu subiram 24% no mesmo período. Os acidentes com vítimas na área urbana também cresceram 49% entre os dias 19 de junho e 17 de julho. Nas estradas, o volume de acidentes foi mantido, mas os de casos graves quase dobrou - quando avaliados entre os dias 20 do mês passado e 10 deste mês. Neste caso, porém, a tenente Deborah Cristina Bueno Murback esclarece que não é possível associar os números de acidentes com a nova lei, que passou a vigorar no dia 20 do mês passado.

De acordo com ela, a dificuldade esbarra no fato de nem todos os condutores envolvidos em acidentes serem submetidos ao teste de bafômetro ou ao exame hematológico. Já na avaliação do capitão João da Costa Duarte, comandante da 1.ª Companhia da PM, trata-se de um período muito pequeno para que seja feita uma avaliação precisa. No entanto, ele aposta nos efeitos da lei.

“Os números não dizem que a lei não seja válida. O período de avaliação é muito curto. Quando a gente pega de uma forma geral, houve redução”, acrescenta o coordenador do Samu, médico José Eduardo Passos. No total, seus números denotam alta de 24% nos atendimentos. Eles incluem dados referentes a colisões, atropelamentos e capotamentos. O problema, informa ele, é que apenas o volume de colisões subiu. No entanto, puxou os outros.

Para Passos, o acompanhamento das variáveis deve ser mantido. “Quanto maior o número de casos, mais fiel. Senão desvia o padrão da estatística, o que pode incorrer em erro. Essa redução nacional, geralmente são cidades de grande volume, então é possível avaliar melhor. Só depois de um certo tempo dá para verificar Bauru”, explica.

Ele preferiu relacionar os dados deste ano ao mesmo período do ano passado porque julho é um mês atípico por ser férias. Além disso, por medo ou apenas respeito, os cidadãos estão sob os efeitos da lei.

Tanto que o Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde informa que o PSC registrou 7.650 atendimentos no período estabelecido, dos quais 162 atendimentos relacionados a acidentes de trânsito. Na mesma época do ano passado, foram registrados 7.295 atendimentos, dos quais 452 relacionados a acidentes de trânsito, informa a assessoria de imprensa da prefeitura.

De acordo com o diretor do Departamento de Urgência e Emergência, José Roberto Berber, a redução no número pode ser creditada à implantação da Lei Seca, aliada à constante fiscalização que vem sendo realizadas pela Polícia Militar e Policiamento Rodoviário.

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