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Chuva de pedras e o fogo que surge do nada

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 4 min

Um dos casos mais famosos que a pesquisadora Suzuko Hashizume teve oportunidade de investigar ao lado de Hernani Guimarães Andrade - o doutor Hernani, bauruense falecido em 2003, aos 90 anos, considerado uma das maiores autoridades em fenômenos paranormais em todo o mundo - ocorreu em Suzano, na Grande São Paulo, no início dos anos 70.

“A situação era a seguinte: um cidadão casado deixou a esposa e os filhos para morar com outra mulher; dois anos depois, arrependido, resolveu voltar para a casa. A amante, que se dizia freqüentadora de centros de magia negra, passou a fazer ameaças ao homem e a seus familiares”, recorda-se Hashizume, que já morou em Bauru e atualmente é detentora do acervo do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP).

Não demorou muito e a família em questão começou a ser atormentada por estranhos fenômenos. “A residência em que eles moravam passou a ser atingida por pedras que aparentavam vir do nada. Depois disso, o local passou a registrar a ocorrência de combustão espontânea paranormal. Em um período de três dias, todos os objetos da casa (colchões, roupas, sofá e até o berço de uma criança) acabaram consumidos pelo fogo.

Mais tarde, em entrevistas com os envolvidos no caso, doutor Hernani soube que policiais que atenderam à ocorrência chegaram a presenciar a combustão espontânea de um calendário que se encontrava pregado à parede do imóvel. Uma folha de jornal também teria se incendiado diante dos olhares atônitos das autoridades.

O suposto epicentro do poltergeist seria uma adolescente, filha do dono da casa, que apresentava sérios problemas de relacionamento com o pai. Os fenômenos deixaram de ocorrer de repente, sem que trabalhos ou sessões de “limpeza” precisassem ser realizados.

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Os chamados

Em 2003, seis estudantes universitários (todos eles homens) resolveram montar uma república no Centro de Bauru. Passado algum tempo, um deles foi morar no exterior e sua vaga na residência (uma construção de aproximadamente 75 anos) acabou sendo ocupada por outro jovem. Numa madrugada, o rapaz ouviu sons de batida na janela; em seguida, escutou seu nome sendo chamado.

Dias depois, enquanto dormia, sentiu como se levasse tapas no rosto. “Acorda! Acorda!”, dizia uma voz desconhecida. Ao despertar, o rapaz percebeu que não havia ninguém no quarto. Esse fato voltaria a se repetir, tempos mais tarde.

Moradores da república garantem já ter ouvido sons semelhantes passos de uma mulher calçando sapatos de salto alto. “Na primeira vez, eu pensei que fosse a mina que estava com um dos caras. Mas quando fui ver, ela estava usando tênis”, conta um deles.

Atualmente, os jovens moram em uma casa localizada na zona sul da cidade. Apesar da mudança, os fenômenos insistem em ocorrer. Um dos jovens garante sentir cheiro de flores em seu quarto. Vultos costumam ser vistos vagando pelo quintal de madrugada.

Um dos rapazes garante ter visto o reflexo de uma mulher no boxe do banheiro. “Parece que ela tinha uma mancha no rosto”, conta o morador. Mas, e se os eventos não passassem de meros frutos da imaginação dos estudantes?

“Ninguém gosta de brincar com essas coisas. Se apenas um de nós tivesse visto, tudo bem. Mas todo mundo viu ou ouviu algo de estranho. O que eu sei é que uma pessoa havia morrido na casa antiga, há bastante tempo; na nova, parece que foram três, antes de nos mudarmos para lá”, diz o morador.

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A sessão do copo

Tempos atrás, moradoras de uma república estudantil em Bauru resolveram realizar uma sessão do copo, em que uma entidade desencarnada supostamente responde a questões feitas pelos participantes da brincadeira através de um utensílio doméstico. “O problema é que uma das meninas possuía um determinado grau de mediunidade, só que não fazia idéia disso. A partir daquele momento, a garota passou a enxergar espíritos”, conta o estudioso Carlos Eduardo Noronha Luz, membro do conselho-diretor do Centro Espírita Amor e Caridade (Ceac).

Um desses espíritos gostou da brincadeira e, volta e meia, dava sustos na garota. As jovens ficaram apavoradas, e resolveram ir até o Ceac, em busca de ajuda. “Depois disso, foi realizada uma sessão, e o desencarnado foi instruído a parar com aquilo e buscar seu caminho”, conta Luz.

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