A população do Núcleo Octávio Rasi comemorou ontem os 25 anos de fundação do bairro, em uma festa que reuniu a comunidade e serviu para arrecadar fundos para as entidades do bairro. Segundo a presidente da Associação dos Moradores do Octávio Rasi, Marilene Rodrigues Moço, a comemoração é importante para lembrar também que ainda há problemas no bairro. “O que mais precisa é uma área de lazer, mas nós estamos tentando conquistar esse espaço”, disse.
A festa teve bingo, apresentações de dança, show de pagode, entre outras atrações, todas com artistas que moram no bairro. “Nossa intenção é prestigiar os artistas da comunidade, trazer o pessoal para mostrar o talento e a população conhecer esses artistas”, frisou.
Da mesma forma, as entidades assistenciais participaram da festa para que os moradores locais também conheçam um pouco do trabalho realizado. No caso da comunidade São Francisco de Assis, o destaque ficou por conta da oficina comunitária, que vendeu peças de crochê, bordado, pintura em tecido, tricô e macramê.
Segundo Maria Cunha da Silva, uma das coordenadoras da oficina, a participação na festa é importante para que as pessoas que moram no bairro saibam que existe esse tipo de trabalho. “Nós temos a oficina e ensinamos adultos e crianças, mas nem todo mundo sabe que existe porque não divulgamos. Então, esse tipo de evento ajuda a divulgar esse trabalho”, destacou.
Para o pastor Ubiratan Sanches, da Igreja do Evangelho Quadrangular, a festa também é fundamental para os moradores se conhecerem melhor e para gerar movimento no bairro. “Celebrar sempre é bom, por isso nós participamos em todas as edições, já que a intenção é reunir as pessoas e comemorar”, disse.
A dona de casa Alcidina Carlos da Silva é uma das moradoras mais antigas do Octávio Rasi. Há 23 anos, ela mora no bairro, onde criou os filhos e os netos. Na época , lembra ela, não tinha nada no local, apenas as casinhas da Cohab. Hoje em dia ela reclama da falta de médico no bairro, mas diz que não mudaria de casa.