Leandro Fonseca foi liberado para jogar na tarde de anteontem. Uma liminar na Justiça do Trabalho garantiu sua presença em campo na partida de ontem à noite. Mas quem teve muito trabalho foi a zaga do Mirassol. O atacante noroestino foi mortal, anotou os dois gols alvirrubros e sua chegada ao time de Bauru marcou a despedida do Mirassol da Série C.
O atacante não escondia a ansiedade por jogar e, uma vez em campo, transformou a vontade em gols. Mais que isso, driblou, fez tabelas, se deslocou bem e deixou os torcedores empolgados. No entanto, afirmou que mais importante que seu desempenho particular foi a vitória e a vaga na próxima fase.
“É sempre importante estrear fazendo gols e, acima de tudo com uma vitória. Mas, sem falar nos gols, o mais importante foi a vitória. Hoje (ontem), todo mundo lutou muito, correu bastante. Depois de uma derrota (frente ao Ituiutaba), nunca é fácil começar uma partida como a gente começou. Acho que foi merecida a vitória e a classificação. Acho que hoje (ontem) todo mundo mostrou que está querendo e a gente tem certeza que ainda vai muito longe neste campeonato”, garantiu.
Apesar de ser o primeiro jogo com a camisa do Norusca, Leandro mostrou bom entrosamento com os companheiros. E os elogiou. “O Gilsinho e o Bruno (Soares) são jogadores muito habilidosos e eu também sou um jogador que não gosto de ficar parado, gosto de vir sempre para fazer a tabela e isso ajudou bastante. Os dois gols meus foram passes do Gilsinho e fico muito contente. Espero que a gente continue assim até o fim do campeonato”, desejou.
Para quem ficou sem disputar uma partida oficial por mais de dois meses, o vigor de Leandro foi uma boa surpresa. O atacante jogou os 90 minutos com boa movimentação. “Sabia que fisicamente estava bem. Mas, como meu último jogo na Suíça foi no dia 12 de maio, eu pensei que iria sentir um pouco. Tanto é que senti um pouco no meio da partida. Mas valeu”, considerou.
Outro estreante que brilhou foi Pablo. O zagueiro afirmou que a equipe não sentiu pressão e estava consciente de sua capacidade. “Só dependia da gente ganhar este jogo. Conseguimos sair com a vitória e a classificação”, afirmou. O zagueiro se disse confortável na função que Luiz Carlos Martins o escalou, no esquema com três zagueiros e com a obrigação de apoiar o ataque. “No São Carlos (seu último clube), eu jogava assim, com três zagueiros e a gente saía bastante pelo lado. Aqui, o professor conversou para sair também e fizemos um bom papel”, comentou.
Segundo Pablo, o entrosamento com os companheiros de zaga, Matheus e Éder Monteiro, foi bom, mas, com uma seqüência, a tendência é subir de produção. “Sempre dá para melhorar. A gente vai trabalhar para um dia chegar à perfeição. Hoje (ontem) foi um bom momento que a gente viveu, não teve tanta pressão e conseguimos neutralizar o ataque do Mirassol”, resumiu.
Já o volante Ralf, que fez sua melhor partida até aqui na Série C, lembrou que seria uma tragédia o Norusca ser eliminado. “Seria injusto um time que tem a camisa que o Noroeste tem ficar de fora na primeira fase. Conseguimos trabalhar e dar a volta por cima. Fomos do inferno ao céu. Hoje estamos abençoados”, declarou.
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Ficha Técnica
NOROESTE Fernando Vizzotto; Pablo, Matheus e Éder Monteiro; Cafu, Ralf, Júlio, Bruno Soares (Danilo Dias) e Márcio Loyola; Gilsinho (Julinho) e Leandro.
MIRASSOL Carlos César; Diogo (João Gabriel), Galego e André Turatto; Ronaldo (Muller), Vinícius, Erivélton, Cascata e Marcinho; Guilherme (Caio) e Nei Mineiro.
Gols Leandro Soares (Noroeste)
Árbitro Guilherme Cereta de Lima
Público 1.254 espectadores
Renda R$ 6.185,00
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Martins elogia espírito de luta
O técnico Luiz Carlos Martins estava satisfeito e aliviado com a classificação do Norusca para a segunda fase da Série C. O treinador gostou, sobretudo, do time na segunda etapa. “No primeiro tempo, demos muito espaço e o Mirassol cresceu. No segundo tempo, não. Voltamos diminuindo os espaços e jogando pelos flancos. Tínhamos condições de até ampliar (o placar) um pouco mais” elogiou.
Para o treinador, a pressão pela vitória atrapalhou e deixou o time nervoso. “A ansiedade e a necessidade de ganhar o jogo pesam. Por mais que você passe tranqüilidade para o grupo, eles sabiam que tínhamos que vencer. Estou contente com o espírito de luta do grupo”, concluiu.