Tribuna do Leitor

Comodismo do não pensar


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Esta é uma resposta ao leitor Paulo Roberto dos Santos por seu texto na Tribuna do leitor de 22/7/2008, sobre a matéria “Mortos atormentam os vivos - Poltergeiste existem”, publicada em 20/7/2008 neste Jornal. Podemos dizer que “duvidar de tudo ou acreditar em tudo são duas posições cômodas, pois nos dispensam do trabalho de pensar.” Portanto, dizer que nada existe além do mundo material em que vivemos é ir contra o conhecimento das religiões, que é multimilenar e que admite a existência de uma realidade além desta realidade densa em que habita o corpo físico, é no mínimo prepotência. O mais avançado saber científico vai hoje muito além das frágeis limitações da realidade de três dimensões espaciais e uma temporal que abrange tudo o que conhecemos por nossos sentidos ou pela extensão dos mesmos que são os instrumentos da ciência.

Admitindo que o saber científico nunca demonstrou a existência bem como a inexistência de realidades extra-físicas como as descritas nas Igrejas, Templos, Sinagogas, Mesquitas ou Centros Espíritas, podemos afirmar com toda a certeza que para o corpo do saber científico a existência destas ditas realidades é um campo aberto.

O desempate que incluirá ou excluirá este conhecimento transcendental como literatura científica acontecerá quando alguém trouxer ao meio científico teorias confirmadas por fatos que devem ainda serem replicados por outros cientistas.

Tendo por base estes motivos elencados, podemos concluir que o conhecimento do transcendental é um campo aberto e cabe à imprensa em sua missão de comunicação social provocar debates que com certeza trarão para os que se dispõe a aceitar as evidências teóricas e empíricas, uma luz. Assim fazem as revistas de maior tiragem em nível nacional, que abordam matérias de capa como o espiritismo, a mediunidade a espiritualidade, ente outros. Parabéns ao jornalista Rodrigo Ferrari e às equipes de edição do Jornal da Cidade, que enfocou de maneira clara, profissional e até ousada este instigante e importante tema.

Carlos Eduardo Noronha Luz

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