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Após morte de inocentes, polícia do Rio vai usar armas não-letais

Folhapress
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Rio - No lugar de fuzis, spray de pimenta. Esta é a nova proposta da Polícia Militar do Rio, que começou ontem a treinar policiais para o uso de armas não-letais no policiamento ostensivo.

A meta é incentivar -mas não obrigar - os policiais a usar esse tipo de armamento em abordagens na rua, na tentativa de reduzir o número de pessoas mortas em confronto com a polícia.

No último balanço divulgado pela Secretaria de Segurança do Rio, relativo a abril, houve 144 mortes em confronto com a polícia, número maior que o do mesmo mês no ano passado (131).

Até outubro, com um custo de quase R$ 2 milhões, todos os carros da PM terão um kit com sprays de pimenta, granadas de efeito moral e balas de borracha.

Segundo o comandante da PM do Rio, coronel Gilson Pitta, o policial só usará armas letais “quando não houver mais opção”. Para ele, o uso da arma não-letal dependerá do “discernimento” de cada policial. O novo armamento não substituirá as armas utilizadas hoje.

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