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A lista suja das eleições


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No dia 22 de julho, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgou em seu site a lista com os candidatos a prefeito e vice-prefeito que respondem a algum tipo de processo na Justiça. São 15 capitais brasileiras em que os postulantes ao cargo público estão na lista suja. Belém e São Paulo são as capitais com o maior número de acusados: três. Dos partidos, o PT é o que mais têm envolvidos.

Marta Suplicy (PT), ex-ministra do Turismo, e Paulo Maluf (PP), ex-prefeito de São Paulo, foram os que mais chamaram a atenção: são candidatos na Capital paulista e já foram prefeitos da cidade. Maluf bate o recorde: são sete processos - o que transforma a lista em uma folha corrida. Sem contar que a candidata a vice-prefeita de sua chapa também responde a uma ação e é filha de um ex-deputado cassado pelo mensalão.

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) voltou atrás e não divulgou tal lista, mas a AMB não temeu e seguiu em frente. Uns dizem por aí que essa lista fere o direito constitucional, o direito da ética, e por aí vai. Não acho. Isso é algo que deveria ser feito todo ano. O povo tem o direito de saber quem está com o nome sujo - afinal, se o nome está lá, é suspeito, e algo fez para que algum processo fosse criado.

A divulgação da lista ainda não está completa - faltam os candidatos a vereador, prevista para agosto. Aí logo poderemos relaxar, gozar e ver quem não fez um bom mandato, quem usufruiu do cargo muito além do permitido, e poderemos pensar muito bem em quem votar nas próximas eleições. Uma pena que existem pessoas que votam naqueles que são suspeitos de envolvimento em alguma falcatrua.

O autor, Hans Misfeldt, é estudante de jornalismo em São Paulo

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