Depois de abandonar os treinos do GRSA seduzido por uma proposta para defender o Paulistano da Capital Paulista, o pivô Atílio voltou a Bauru, ontem à tarde, para negociar sua rescisão contratual com o GRSA/Bauru Basketball Team. O atleta se reuniu com a diretoria e o departamento jurídico da equipe, mas não houve consenso.
Segundo o advogado da equipe, Maurício Araújo dos Reis, a conversa foi amigável, mas o imbróglio deve ser definido somente na próxima semana. “Ele (Atílio) está querendo negociar, mas a gente deixou claro que só aceitaremos a rescisão caso a multa seja paga. Temos todos nossos compromissos salariais em dia e não podemos abrir mão da multa rescisória, senão abrimos precedente para outros casos como esse”, explicou o advogado.
Segundo Maurício, Atílio mostrou-se indeciso quanto a decisão de deixar o GRSA. “O Atílio gosta de Bauru, gosta de trabalhar no GRSA, mas ficou seduzido pela oportunidade de atuar em São Paulo”. Uma segunda reunião foi marcada para a próxima semana. “Acredito que, no meio da semana que vem, teremos uma definição sobre o caso. O Atílio vai conversar com a equipe que ele está negociando e acredito que até quinta-feira estará tudo resolvido”, afirmou o advogado.
Substituto
Atílio tem contrato com o GRSA até o final do ano, mas o ato de abandonar os treinamentos sem comunicar ninguém deixou o técnico Guerrinha desapontado. Para o caso do jogador realmente deixar a equipe, o treinador já tem outra “carta na manga”.
O pivô Russo, ex-Assis/Conti, que vem treinando com a equipe, parece não ter despertado muito interesse do treinador. “É um bom jogador, mas tem muito a evoluir”, comentou Guerrinha. Além disso, o jogador não participou do treino de ontem, o que pode significar um acerto para atuar no basquete universitário dos Estados Unidos.
Por outro lado, a carta na manga de Guerrinha pode ser outro norte-americano. Aarson Harisson, que atuou no basquete universitário americano e em Portugal, surge como opção para a vaga de Atílio. Big A, como é conhecido, foi indicado ao treinador pelo armador/ala Zé Yarid, que foi parceiro de equipe do pivô quando atuou nos Estados Unidos. “O Harisson não é um jogador muito caro, mas, como vamos gastar um pouco mais com o Larry Taylor - (ala/armador que deve ser apresentado como terceiro reforço para o Estadual) -, precisaríamos de um plus na verba da equipe para podermos trazê-lo”, apontou o treinador.