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Estudantes identificam espécies de animais e aves

Da Redação
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Botucatu - Dois graduandos do curso de Ciências Biológicas do Instituto de Biociências (IB) da Unesp, câmpus de Botucatu, identificaram várias espécies de mamíferos e aves durante levantamento realizado em áreas naturais da região de Itatinga e Botucatu (100 quilômetros de Bauru).

O estudante Fernando Careli de Carvalho identificou 17 espécies de animais de médio e grande porte durante o levantamento de mamíferos e aves nas áreas naturais da Bacia do Rio Tamanduá, localizada no município de Itatinga.

Entre as espécies identificadas pelo estudante estão a onça-parda (Puma concolor), o veado-catingueiro (Mazama gouazoupira) e o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla).

Para realizar o estudo, Carvalho utiliza pegadas deixadas pelos animais em parcelas de areia construídas dentro da mata e que são identificadas por meio de guias, além de ter instalado no local uma câmera-trap, equipamento que é sensível a movimentos e colabora nos registros dos mamíferos que percorrem a mata.

A atividade integra projeto que é orientado pelo professor Helton Carlos Delicio, do Departamento de Fisiologia do IB, e tem como objetivo relacionar a influência da ação do homem sobre a biodiversidade e identificar possíveis corredores ecológicos que possam facilitar e ampliar o fluxo de animais na região de Botucatu.

Durante os estudos, Carvalho também chegou a observar a presença de um esquilo (Guerlinguetus ingrami), que ainda não havia sido registrado na região, e de um urubu-rei (Sarcoramphus papa), animal considerado de rara observação.

Aves

Já a estudante Ciamara Perroni Ciambelli, também graduanda do curso de ciências biológicas do IB e orientada pelo professor Delicio, realiza trabalho que consiste em levantamento de aves da Floresta Estadual de Botucatu e identificação das principais espécies vegetais que são utilizadas por esses animais encontrados no local. A idéia é caracterizar a forma como as aves auxiliam na recuperação da área, por meio do forrageamento e da dispersão de sementes.

Segundo a estudante, até o momento foram registradas 30 espécies de aves pertencentes a 16 famílias diferentes, 62 espécies vegetais utilizadas para forrageamento ou pouso, e também o rastro de diversos animais como teiú (Tupinambis merianae), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e lobo-guará (Chysocyon brachyurus).

Ela pretende que o estudo contribua para facilitar o desenvolvimento e a aplicação de futuros projetos de manejo nessa área de conservação ambiental.

Quanto aos métodos empregados, a estudante utiliza observação direta, registro fotográfico e gravação de sons. “A identificação das aves pode ocorrer de maneira imediata por meio de guias de identificação de campo ou posteriormente pela análise comparativa da morfologia, coloração e vocalizações”, explica a estudante.

Preservação

Um dos principais objetivos dos trabalhos realizados, segundo os graduandos, é que os dados obtidos no final das pesquisas sejam divulgados para a população. “Despertando a consciência e o interesse pela preservação ambiental e a preocupação com a destruição das áreas naturais”, comenta Carvalho.

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